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Governo e caminhoneiros chegam a acordo para trégua de 15 dias


O governo propôs manter a redução de 10% no valor do diesel pelos próximos 30 dias

Após uma reunião que durou mais de sete horas, o governo aceitou uma série de reivindicações impostas por representantes dos caminhoneiros. Em troca, os trabalhadores deram quinze dias de trégua ao Palácio do Planalto. A informação é do Jornal O Globo.

O governo propôs manter a redução de 10% no valor do diesel pelos próximos 30 dias (15 a mais que o anunciado pela Petrobras). A diferença será compensada pelo Tesouro.

Além disso, assegura periodicidade minima de 30 dias para reajuste do preço do diesel na refinaria, também com compensação por parte da União à estatal.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, iniciou a coletiva anunciando o acordo e destacando que o apenas o presidente da Unicam, José Araújo China da Silva, não assinou o termo do acordo.

— Teremos vigência de 30 dias no diesel do mesmo preço. Tratamos com a Petrobras — disse Padilha.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, explicou que o custo de arcar com o congelamento de preços para o Tesouro será da ordem de R$ 350 milhões. Ele ainda afirmou que o governo nunca pediu à Petrobras que modificasse sua política de preços, que oscila de acordo com o mercado.

— Em nenhum momento pedimos para que houvesse qualquer mudança na política de preços da Petrobras. O problema que queremos lidar é o da volatilidade do preço, dar previsibilidade dos preços. O que estamos combinando é que preço ficará fixo por 30 dias. A Petrobras está oferecendo os primeiros 15 dias e, a partir do 16º dia, o governo assume.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, chegou a falar em intervenção do governo e foi rapidamente corrigido por Padilha.

— A política de preços da Petrobras continua preservada até a porta da refinaria. A partir da refinaria, o governo escolhe ( o preço na bomba), intervém.

A União se comprometeu também a zerar a Cide sobre o diesel neste ano, mas não citou a redução a zero do PIS/Cofins. Isso está em discussão no Congresso Nacional. O Palácio do Planalto aceitou ainda reeditar a tabela de fretes do serviço do transporte remunerado de cargas por conta do terceiro a partir de 1º de junho, bem como mantê-la atualizada trimestralmente.

O governo também se comprometeu a negociar com os estados para isentar a tarifa de pedágio por eixo quando os caminhões estão vazios. E editar uma medida provisória (MP) autorizando a Confederação Nacional de Abastecimento (Conab) a reservar 30% de sua demanda de frete para cooperativas ou entidades de transportadores autônomos.

Portal T5


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