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Marquises de prédios do centro de João Pessoa estão em situação crítica


 Marquises costumam passar despercebidas pelo olhar desatento dos pedestres e comerciantes do centro de João Pessoa. Contudo, se pararmos para observar a situação dessas fachadas dos prédios da cidade, prestando a esses toldos usados para criar sombra e evitar a chuva, iremos perceber uma situação precária. Sujeira, rebocos mal feitos, rachaduras, partes completamente destruídas, barras de ferro expostas e plantas crescendo pela estrutura são apenas alguns exemplos do que encontramos.

O estado dessas marquises, inclusive, causa preocupação e indignação aos mais atentos. De acordo com o servidor público Roberto Pereiro, a situação dos prédios é absurda e a prefeitura deveria fiscalizar os patrimônios com mais afinco. “É por causa do descaso dos órgãos públicos que acontecem tragédias como a que a gente viu agora em São Paulo”, afirma.
Os comerciantes, que usam as marquises para se abrigar do sol e trabalhar, também compartilham desse pensamento, porém muitos se recusaram a falar sobre o tema com medo de serem expulsos 
pelos proprietários dos imóveis.

Antônio José da Silva foi um dos poucos comerciantes que decidiu se manifestar. “Eu prefiro trabalhar sem nada me cobrindo do que ficar embaixo desses prédios velhos, é muito arriscado, imagina se cai em cima da gente?”, explica sobre a precaução que tomou. Para ele, as marquises já estão desmanteladas e precisam de reformas.

Dona Maria da Costa (nome fictício), comerciante há pelo menos 15 anos, diz que trabalha embaixo de uma marquise para proteger ela e seus produtos do sol. Como instala sua barraca de frutas no centro por volta das 7h e só saí às 18h, ela não pode deixar as mercadorias expostas, do contrário estragam muito depressa. Além disso, ela sabe que ficar todos os dias e ao longo de todo o dia exposta ao sol, faz mal para a saúde. “Então a gente fica embaixo dessas coberturas porque é o jeito, mas a gente vê que é um risco”, lamenta, comentando que a marquise onde costuma se abrigar possui diversos buracos e tem pedaços de ferro à mostra. De acordo com Alberto Sabino, engenheiro adjunto da Defesa Municipal de João Pessoa, todos os anos alguns órgãos se reúnem para realizar uma 
verificação das marquises com foco no Centro Histórico da cidade. “Em muitos imóveis abandonados, eles apresentam uma certa condição de vulnerabilidade estrutural e fazemos um relatório conjunto com a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Iphaep e Iphan onde identificamos imóveis que apresentam essa estrutura bastante crítica”, relata.

Ao ser questionado sobre o risco que esse diagnóstico oferece, ele é pontual: por conta do tempo de abandono, alguns prédios têm mais de 30 anos sem qualquer tipo de reforma, de forma que os elementos estruturais que compõem esses prédios – como as marquises – acabam entrando em colapso. Assim, não seria realmente surpreendente se esses prédios se desfizessem, por conta de um descaso de seus proprietários.
Quanto às ações possíveis, Alberto explica que são os órgãos como Iphan e Iphaep que têm a prerrogativa para cuidar das estruturas e manter contato com os proprietários dos prédios antigos para que haja possíveis restaurações.

“Na condição de Defesa Civil, foram apontados os riscos eminentes de cada construção para que Iphan e Iphaep buscassem a recuperação, qual aconteceu já em alguns imóveis”, explica. Sabino também diz que a Defesa Civil se posiciona a favor do cidadão em caso de construções em que haja risco de desabamento, agindo em caso de denúncias.



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