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Mulheres trans fazem tumulto para cobrar suposta dívida de deputado


José Otávio Germano (PP-RS) pagou R$2,5 mil para acabar com tumulto em frente ao prédio onde mora em Porto Alegre

A tranquilidade de uma rua no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, foi quebrada no final da manhã desta sexta-feira (22/6), quando o tumulto em frente a um prédio levou os moradores a chamarem a Brigada Militar. Duas mulheres trans gritavam afirmando estar cobrando uma suposta dívida do deputado federal José Otávio Germano (PP), morador do local. As informações são da GaúchaZH.

A guarnição da BM, composta por três soldados, tentou negociar o fim do protesto. Um dos policiais subiu ao sétimo andar, onde mora Germano, e voltou dizendo que ele iria pagar a dívida. Descrevendo o deputado como “muito alterado”, o soldado pediu às mulheres trans que esperassem a chegada de uma pessoa com o dinheiro.

Por telefone, o policial passou os dados da conta corrente de uma delas para o parlamentar fazer o depósito. Depois de duas horas de espera, o soldado que comandava a conversa voltou para dentro do prédio. Ao sair, trouxe no bolso R$ 2,5 mil, em notas de R$ 100 e R$ 50.
“Tô com o dinheiro aqui, R$ 2,5 mil. Tu vai me prometer que hoje tu vai aliviar”, pediu o polícia. As duas mulheres trans foram embora depois de ouvir a promessa de recebimento, em breve, do restante da dívida.

Uma das manifestantes mostrou à reportagem um celular com mensagens atribuídas ao parlamentar com convite para que fosse ao seu apartamento no início daquela manhã. A dívida seria anterior e a transexual resolveu aproveitar a oportunidade para cobrar Germano. Com o deputado, segundo ela, bloqueou o celular, as duas decidiram fazer o protesto em frente ao prédio.

Neste sábado, a Brigada Militar divulgou que os soldados vão responder a uma sindicância para esclarecer por que mediaram o pagamento.

O Metrópoles telefonou para dois telefones celulares de Germano, mas ambos estavam desligados. A assessoria do congressista afirmou que ele não comentaria o caso.

Germano é réu em duas ações penais da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Por causa dos processos, dirigentes do PP apresentaram um pedido à direção estadual do partido para que ele não concorra nas eleições de outubro.



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