Ads Top

Eleições: As alianças do passado que você precisa conhecer (ou relembrar)




Às vésperas das convenções que vão definir os rumos dos partidos nas eleições 2018, lideranças e pré-candidatos intensificam suas agendas em busca de apoio. O período de convenções começa nesta sexta-feira (20) e vai até 5 de agosto.

Quanto mais alianças forem seladas, maior será o tempo de exposição do partido em propaganda de rádio e TV. E é por isso que afinidades programáticas e ideológicas muitas vezes acabam ficando em segundo plano na disputa eleitoral.

Conheça alguns movimentos feitos no passado por pré-candidatos à Presidência nas eleições 2018:

Meirelles com Temer e Lula
Trata-se de um passado bastante recente. Henrique Meirelles (MDB) deixou em abril deste ano o cargo de ministro da Fazenda de Michel Temer, que ocupava desde 2016, para ser pré-candidato ao Planalto.

Como chefe da equipe econômica do governo, esteve à frente de medidas de ajuste fiscal como o teto de gastos e a reforma trabalhista. O ex-ministro, porém, resiste em ter sua imagem colada à de Temer, o presidente brasileiro mais impopular da história.

Meirelles também já esteve ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o indicou para presidir o Banco Central assim que foi eleito pela primeira vez, ainda em 2002.

Em sabatina da CNI (Confederação Nacional da Indústria) no início de julho, o ex-ministro citou sua passagem pelo governo petista e a boa fase da economia à época como uma experiência de sucesso.

Alvaro Dias e os tucanos
Hoje em posição de descartar uma aliança com os tucanos, o senador Alvaro Dias (Podemos) fez carreira política no PSDB: foram 20 anos em duas passagens pelo partido. Em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro na terça-feira (17), Dias rechaçou a ideia de desistir da disputa para apoiar Geraldo Alckmin (PSDB).

Em entrevista ao HuffPost Brasil, a presidente do Podemos, Renata Abreu, disse que Dias negou apoio a Alckmin por conta de uma "rejeição gigante" que "inviabiliza a eleição do Geraldo". O partido afirma que vai insistir na candidatura de Dias e, para isso, está em busca do apoio de siglas como PRB, Pros e PEN.

Marina com Aécio e Lula

Então candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva ficou em terceiro lugar na disputa de 2014. No segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), a ex- em processos por corrupção passiva e obstrução à Justiça.

Marina também já esteve ao lado do PT: filiada à sigla por quase 30 anos, foi ministra do Meio do Ambiente do governo Lula. Deixou o partido em 2009 e, desde então, tem adotado posturas opostas às dos petistas, como quando defendeu o impeachment de Dilma, em 2016.

Lula e Haddad com Maluf
Nas eleições municipais de 2012, o ex-ministro Fernando Haddad disputou a Prefeitura de São Paulo pelo PT. Para ter cerca de 2 minutos a mais na propaganda de rádio e TV, a coligação negociou apoio do PP. Uma das exigências feitas pelo ex-prefeito Paulo Malufpara selar o acordo foi uma foto com Lula, até então seu adversário político.

Como consequência imediata, a também ex-prefeita Luiza Erundina, rival histórica de Maluf em São Paulo, abandonou a vice na chapa de Haddad. Embora tenha negado qualquer desconforto à época, Lula admitiu arrependimento no final do ano passado. "Nunca me perdoei por aquela foto", disse o petista a jornalistas.

Alckmin com Garotinho
Na eleição presidencial de 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) foi para o segundo turno com o então presidente Lula e conseguiu um feito extraordinário: teve menos votos do que havia recebido no primeiro turno (foram 2,4 milhões de votos a menos no País).

Uma das causas do desastre pode estar no apoio que recebeu, naquela segunda fase da eleição, do ex-governador do Rio Anthony Garotinho e da então governadora Rosinha Garotinha, quando ambos estavam no PMDB. O casal já foi preso e é investigado por crimes como corrupção e falsidade na prestação de contas eleitorais.

Bolsonaro com Lula e Ciro
Líder da direita e hoje grande crítico de Lula e dos petistas, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) votou com o PT em temas econômicos durante o segundo mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso (1999-2002) e durante todo o governo Lula (2003-2010), segundo levantamento da Folha de S.Paulo.

Bolsonaro também já admitiu ter votado em Lula. O ex-militar afirma que escolheu o petista no segundo turno das eleições de 2002 porque "jamais votaria em um candidato de FHC" - José Serra, no caso. Naquele ano, seu voto no primeiro turno foi para Ciro Gomes, hoje seu grande adversário.

Ciro com Paulinho da Força
Presidenciável pelo PPS em 2002, Ciro Gomes teve como vice em sua chapa o sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que na época estava no PTB. Na história recente, Paulinho foi um dos maiores defensores do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato. Ciro, por outro lado, é um crítico ferrenho de Cunha, a quem costuma chamar de marginal.

Derrotado na eleição de 2002 por Lula, Ciro foi convidado pelo petista para o Ministério da Integração Nacional, que comandou de 2003 a 2006. O bom relacionamento com o PT, no entanto, azedou nos anos seguintes. Em 2010, conforme relatado por Ciro em entrevistas, ele foi impedido de disputar a Presidência por seu partido, o PSB, que teria cedido a pressões do então presidente Lula para apoiar a candidatura de Dilma.





Acompanhe mais notícias do Canal do Povo
Entre em contato com a gente:
Telefone: (83) 99853 2134
WhatsApp: (83) 99853 2134
E-mail: canaldopovopb@gmail.com




Caco Pereira Comunicação & Consultoria. Tecnologia do Blogger.