Manuela D'Ávila não aceita ser vice de Lula





A pré-candidata do PC do B à Presidência da República, Manuela D’Ávila afastou nesta segunda-feira (23) a possibilidade de sair da disputa. Em conversa com jornalistas em Aracaju, ela declarou que o apelo da sigla pela união dos partidos de esquerda não se concretizou.

“Ao que tudo indica, nosso apelo pela unidade não está tendo êxito. Então, o que posso eu fazer se não receber com muita honra o desafio que me foi lançado pelo meu partido e que creio tem sido exitoso”, disse Manuela.

Ao ser questionada sobre o encontro do partido com a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, a presidenciável disse que o TSE tem dado sinais de que reconhecerá o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato e negou que o partido esteja disputando votos do petista.

“Nós não disputamos o legado do ex-presidente Lula porque nós o reconhecemos como um candidato legítimo de um partido historicamente aliado nosso, que é o PT. Ao que tudo indica, o Tribunal Superior Eleitoral também reconhecerá essa candidatura e ele disputará as eleições até o seu término”, declarou.

Ao ser questionada, Manuela não negou que teria sido convidada pelo PT para ser vice de Lula. "Pois é, são as discussões que aparecem", se limitou a dizer. Já sobre a proposta para compor a chapa de Ciro Gomes, foi categórica: "Essa possibilidade não entrou em nosso radar".
Para ela, a falta de acordo entre os partidos de esquerda se dá pelo quadro complexo da corrida eleitoral deste ano, mas disse que não considera errado o fato de o PT e o PDT manterem suas candidaturas. 

"Tem como a gente condenar o esforço correto do PT de fazer com que o melhor presidente da história do Brasil seja candidato? É equivocado o sonho do Ciro Gomes de ser presidente do Brasil? Um homem preparado, que contribuiu com o país em diversas ocasiões", questionou. 

Neste domingo, o PC do B aprovou uma resolução pedindo a união dos partidos de esquerda já no primeiro turno em resposta à adesão do centrão à candidatura do tucano Geraldo Alckmin.

Ao lado do prefeito da capital sergipana, Edvaldo Nogueira, ela comparou a relação do partido com o PT no estado a de irmãos, citando como um exemplo do que o PC do B entende como unidade.

“Unidade não é quando um partido se coloca como o grande partido diante dos outros, mas quando os outros partidos podem construir um projeto político comum. Nós estamos tentando fazer isso”, afirmou.

Além do PT, o PDT também intensificou os acenos ao partido. Em Recife, o candidato Ciro Gomes tomou café com lideranças do PC do B, pedindo apoio no primeiro turno.

A convenção que vai oficializar a candidatura de Manuela D’Ávila será em 1 de agosto.









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