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'Não sou salvador da pátria', diz Amoêdo na sabatina Estadão/Faap



  

O candidato à Presidência pelo partido Novo, João Amoêdo, disse nesta terça-feira, 28, que "não é um salvador da pátria". Amoedo foi o segundo presidenciável a participar da série Estadão-Faap Sabatinas com os Presidenciáveis. À tarde, é a vez de Marina Silva, da Rede.Alvaro Dias, do Podemos, foi o primeiro convidado.

"A população é que vai decidir e estou muito confiante de que a gente crescerá. O Novo tem ganhado muito espaço. Cabe ao cidadão fazer a opção", disse o candidato. "O salvador da pátria é cada um de nós."

Questionado sobre a crise na Venezuela, onde a o caos econômico e humanitário provocou o êxodo em massa de centenas de milhares de pessoas, o candidato criticou as relações de governos anteriores com o chavismo.

"O Brasil, no caso da Venezuela, falhou lá atrás", ressaltou o candidato. "O Brasil apoiou muito esse regime e temos candidatos à Presidência que ainda apoiam. Precisamos de uma atitude mais rígida, mais firme e fazer com que organismos internacionais participem desse processo. Sou contra fazer boicotes ou sanções porque vai piorar a situação de quem está lá."

Sobre política externa, Amoêdo disse também que o País precisa de mais acordos comerciais. "A política externa tem fator determinante, que é fazer o básico, representar o básico, dar auxílio aos brasileiros no exterior, mas vender o Brasil no bom sentido, abrir as portas comercialmente, fazer acordos para reduzir tributação", afirmou.

O candidato defendeu ainda uma reforma do Estado, que, segundo ele passaria por uma reforma da previdência, a venda de estatais como o Banco do Brasil e a Eletrobrás, além de partes da Petrobrás.

"O Congresso custa R$ 10,5 bilhões por ano. A gente começa a somar esses números... Tem também a Reforma da Previdência, a primeira que precisa ser feita. Precisa ter disposição e vontade de enfrentar os desafios", disse o candidato. 

Amôedo ainda defendeu as principais medidas adotadas pelo governo Michel Temer no âmbito econômico. Ele disse que, se eleito presidente, vai manter a PEC do Teto de Gastos, a reforma trabalhista e a possibilidade de terceirização da atividade-fim das empresa.









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