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Em declaração rasa sobre tentativas de ataque, Trump pede união



Em uma tímida aparição nesta quarta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, valeu-se de menos de dois minutos para conclamar o país a manter-se unido depois de ao menos cinco personalidades de grande relevância no cenário político americano terem sofrido tentativas de ataque com explosivo.

No final de um evento oficial na Casa Branca para discutir a atual epidemia de opioides no país, Trump afirmou que pediu a todos as unidades de segurança do país e oficiais de inteligência para investigar os casos ocorridos desde segunda-feira (22).

“Quero dizer que nestes momentos temos que nos unir, ficar juntos e enviar uma única mensagem muito clara, forte e inconfundível de que atos ou ameaças de violência política não têm lugar nos Estados Unidos”, afirmou.

Trump deixou que, antes, o vice-presidente americano, Mike Pence, e a primeira-dama, melania, fizessem seus discursos. Só então tomou a palavram como cuidado de não mencionar em nenhum momento os alvos das tentativas de ataque, que incluíram seu predecessor, Barack Obama, e sua rival na corrida à Presidência de 2016, Hillary Clinton. Trump não prestou solidariedade.

O presidente disse ainda que “a segurança do povo americano” é sua “maior e absoluta prioridade”.

A declaração dada por Trump nesta quarta-feira na Casa Branca parece corroborar com sua posição tímida no Twitter, onde o republicano se limitou a repetir uma mensagem anterior de Pence.

As tentativas de ataque

Pacotes contendo dispositivos explosivos foram enviados a políticos e autoridades aliadas ao Partido Democrata.

O alarme em torno dos incidentes começou na manhã desta quarta-feira (24), quando o Serviço Secreto americano comunicou que havia interceptado dois pacotes com explosivos endereçados às casas do ex-presidente Barack Obama e da família dos democratas Hillary e Bill Clinton.

Pouco depois, o prédio onde fica a sede da emissora CNN e outras empresas de mídia foi esvaziado por conta de outro pacote com explosivos. O escritório da deputada pelo Estado da Flórida e ex-presidente do Comitê Democrata Debbie Wasserman Schultz também foi desocupado depois de receber uma entrega.

Na segunda-feira (22), um explosivo foi encontrado e desativado na caixa de correio do bilionário húngaro naturalizado americano George Soros, conhecido apoiador de causas progressistas.

A autoria das tentativas de ataque ainda não foi confirmada pela polícia ou pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

Reação da Casa Branca

Pouco depois que as primeiras informações sobre as tentativas de ataque foram divulgadas, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, condenou os atos.

“Esses atos aterrorizantes são desprezíveis, e qualquer responsável vai responder até os limites da lei. O Serviço Secreto dos Estados Unidos e outras agências legais estão investigando e vão tomar as ações apropriadas para proteger qualquer um ameaçado por esses covardes”, afirmou em nota.

Donald Trump, contudo, inicialmente se limitou a retuitar uma mensagem publicada pelo vice-presidente Mike Pence, afirmando concordar “de todo o coração” com a declaração de seu companheiro de governo.

Estas ações covardes são desprezíveis e não têm lugar neste país. Grato pela resposta rápida do Serviço Secreto e do FBI e pela aplicação da lei local”, escreveu Pence no Twitter. “Os responsáveis ​​serão levados à Justiça”, completou.






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