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Bolsonaro já articula extradição do italiano Cesare Battisti




O presidente eleito Jair Bolsonaro conversou nesta segunda-feira (05/11) com o embaixador italiano no Brasil, Antonio Bernardini, sobre a situação do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país por quatro assassinatos e que está no Brasil desde 2004.

O italiano de 63 anos, ex-integrante da organização de extrema esquerda italiana Proletários Armados pelo Comunismo, teve sua extradição barrada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, desde então, o caso tem sido um ponto de tensão nas relações entre Brasil e Itália.

Bolsonaro - que durante a campanha eleitoral expressou sua intenção de autorizar a deportação de Battisti caso fosse eleito - recebeu uma visita de Bernardini em sua casa no Rio de Janeiro nesta segunda, quando ambos teriam manifestado a mesma opinião sobre a extradição.

"O caso Battisti é muito claro. A Itália está pedindo a extradição. O caso está sendo discutido agora no Supremo Tribunal Federal. Esperamos que o Supremo tome uma decisão no tempo mais curto possível", afirmou o embaixador após a visita.

Bernardini não quis confirmar se o presidente eleito prometeu algo sobre o caso durante a reunião, mas declarou: "Acho que Bolsonaro tem a mesma ideia que nós temos do Battisti".
O embaixador também entregou ao brasileiro uma carta do presidente da Itália, Sergio Mattarella, e disse ter tido uma conversa "muito simpática" com o presidente eleito. "O nome Bolsonaro é de origem italiana", lembrou.

Segundo Bernardini, o encontro serviu para reiterar os bons laços entre os dois países. "Temos uma presença no Brasil que é histórica. É claro que a perspectiva para o futuro é aumentar essa presença italiana no Brasil", afirmou o diplomata.

Promessa de campanha

A extradição de Battisti vem sendo mencionada por Bolsonaro e aliados desde antes da vitória nas urnas. "Como já foi falado, reafirmo aqui meu compromisso de extraditar o terrorista Cesare Battisti, amado pela esquerda brasileira, imediatamente em caso de vitória nas eleições", escreveu o então candidato em 22 de agosto no Twitter.


Foto: DW / Deutsche Welle


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