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Chacina em Pioz: justiça espanhola condena Patrick Gouveia à prisão perpétua




A justiça espanhola declarou culpado o paraibano François Patrick Nogueira Gouveia pela morte de seu tio, Marcos Nogueira, a esposa dele Janaína Américo e os primos, de 1 e 4 anos de idade. De acordo com o Walfran Campos Nogueira, irmão de uma das vítimas, Patrick foi condenado a prisão perpétua revisável.

O familiar disse que o réu pegou 20 anos de prisão por cada crime, no entanto, na Espanha, uma pessoa não pode ficar presa por 80 anos, por esse motivo, há uma revisão após parte da pena para saber se há condições do condenado continuar a cumpri-la.

Foram sete dias de julgamento e dois de deliberação para um júri popular, composto por nove pessoas, sete homens e duas mulheres, para conhecer seu veredito sobre o quádruplo crime.

O júri considerou que ele matou "intencionalmente", além de não ter dado chance de defesa às vítimas. A justiça citou ainda o agravamento da crueldade, porque ele matou a mãe primeiro, na frente das crianças.

A justiça espanhola considerou que não se pode concluir que Patrick Nogueira sofra danos cerebrais, como tentou provar sua defesa, porque os relatórios são inconclusivos.

Mais sobre o crime
Os corpos das vítimas foram encontrados esquartejados no dia 18 de setembro de 2016, cerca de 1 mês após o crime. Janaína Santos, Marcos Nogueira e os dois filhos, de 1 e 3 anos, foram vítimas de um possível assassino em série, já que em depoimento, o principal suspeito pelo crime, François Patrick Nogueira Gouveia, confessou – em depoimento - já ter tido vontade de matar antes de realizar a cachina.

Um vizinho que morava nas proximidades da casa em que a família foi esquartejada suspeitou do “odor” que saia da residência e acionou o serviço de segurança. Ao chegar no local, agentes da polícia espanhola encontraram quatro corpos esquartejados no dia 18 de setembro de 2016. Eles estavam em uma casa de Pioz, um povoado próximo a Guadalajara, ao nordeste de Madri.

Na ação, investigadores constataram, que, devido ao estado de decomposição os respectivos corpos haviam sido vítimas de um ‘assassino’ há pelo menos cerca de 1 mês antes da localização. Confirme reportado pela imprensa espanhola, os corpos foram achados em bolsas de plástico lacradas com uma fita adesiva.

A partir deste momento, foi aberto um processo de investigação para apurar as supostas motivações e encontrar o responsável ou os responsáveis pelo crime. Na primeira linha de investigação, um porta-voz da Guarda Civil  informou que o crime “parecia que foi feito por profissionais". Autoridades especularam sobre um possível ajuste de contas.

Entrega do suspeito

No dia 19 de outubro de 2016, Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos, além de se entregar à polícia da Espanha, confessou o crime. Segundo ele, um desentendimento e a “falta de atenção da família” foi uma das motivações para o crime.

Patrick revelou ter matado os parentes dentro da casa onde eles moravam. Ele também disse que “achou” desleal matar apenas o tio (com quem havia se desentendido) e resolver matar a família inteira.

Ligação com João Pessoa

A polícia descobriu que, enquanto executava o assassinato, Patrick trocou mensagens de celular com um amigo. Marvin Henriques Correia, a época com 18 anos, “participou indiretamente do caso” confirme reportou a secretaria Segurança e Defesa Social (Seds) da Paraíba. Ele teria auxiliado e incentivado Patrick além de ter trocado mensagens dando dicas de como o amigo deveria esconder os corpos.

Segundo o delegado Reinaldo Nóbrega, depois do crime, inclusive, os dois teriam de encontrado duas vezes. Marvin foi preso em João Pessoa no dia 28 de outubro de 2016.

Prorrogação da prisão do assassino confesso. Foto: Walfran Campos / Arquivo Pessoal



Situação atual

Patrick Nogueira Gouveia segue preso na Espanha desde outubro de 2016, quando o crime aconteceu. Ele segue aguardando a realização do julgamento.
Já Marvin Henriques Correia, está em liberdade. Marvin teve a prisão preventiva revogada pela juíza Francilucy Rejane de Souza







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