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‘BALA TROCADA’: Vereador sai em defesa da oposição e diz que secretário não conhece a realidade de Conde




Após o Secretário de Comunicação Social e Difusão Digital da Prefeitura, jornalista Walter Galvão falar duramente contra a oposição, o vereador Daniel Junior (PR), saiu em defesa da bancada oposicionista e contra-atacou Galvão.

Fugindo da tranquilidade que lhe é peculiar, Daniel foi bastante duro em suas críticas a gestão, disse que falta competência e organização no Executivo.

Oposição x Galvão

“A oposição no Conde dá a cada dia demonstrações claras de que age em favor do povo de nossa cidade. Já o secretário só prova o que todos sabemos, ele não conhece nossa cidade, não sabe da nossa realidade”, disse Daniel.

Á arvore dos Bons Ventos e as prioridades

O vereador voltou a falar sobre a escultura denominada ‘Árvore dos Bons Ventos’, posta na entrada da cidade, na BR 101. Disse que o problema não é a aquisição da escultura, mas que ela tenha sido priorizada enquanto a gestão abre mão de resolver questões que ele considera mais importantes. “Eu não tenho absolutamente nada contra a arte, contra a cultura, mas entre uma árvore de ferro que é sim para enfeitar a entrada da cidade e o cuidado com o povo, prefiro que se cuide do povo, que se valorize nossa gente, afinal o cidadão não será capaz de valorizar arte alguma se não estiver bem cuidado. Cuidar de gente é prioritário”, afirmou.

Daniel lembrou que na última sessão da Casa de Cícero Leite, o também vereador oposicionista Adriano Ferreira (PRTB) mencionou da situação ‘calamitosa’ que vive o Loteamento Carnaúbas. “É engraçado que que o secretário diz que a gestão tem desempenhado seu papel e assistido as comunidades, mas ainda na segunda, em sua fala o vereador Adriano citou a situação terrível que vive o Loteamento Carnaúbas, exposto a escuridão e a violência. Nesta mesma sessão foi dito inclusive por um colega da situação, que a gestão não tem atendido nem mesmo os requerimentos da base. Que população está sendo atendida? Só se for o povo de João Pessoa que recebe altos salários no Conde para gastar fora daqui”, declarou Daniel.

E disse mais: “A prefeita abriu um edital para melhoria do espaço público do Centro do Conde, onde vai gastar cerca de R$ 3 milhões. Isso é maravilhoso, mas há uma questão de prioridades. Existem ruas que precisam de calçamento, que estão na poeira. As pessoas na Zona Rural sofrem com a falta de ambulância, de tal modo que em Mituaçu, por exemplo, se não fosse a ação individual do vereador Josélio Jogador, disponibilizando um veículo, a comunidade estaria totalmente desassistida. Enquanto isso sobram carros novos alugados e disponíveis ao secretariado. E o Ginásio fechado? E o Campo de Futebol? E o transporte para os moradores da Zona Rural que precisam fazer sua feira? E os problemas na saúde que constantemente são cobrados pelo vereador Fernando Araújo? E as questões de infraestrutura e abastecimento de água? Há comunidades que o vereador Malba cavou poço, porque a gestão não faz. E tentam impedi-lo de fazer. A gestão está mesmo cumprindo seu papel, senhor secretário? O povo do Conde pensa diferente viu”.

O parlamentar ainda acrescentou: “Eles se vangloriam por pagar salário em dia e iluminar algumas ruas. Isso é obrigação, não é motivo de vanglória. O povo paga caríssimo a taxa de iluminação pública e o mínimo que poderia ter é o retorno em serviço, mas nós sabemos que isso não é tão bom quanto dizem. Falta muito para melhorar”.

Aniversário da cidade

Eu acho que o secretário esquece-se da competência de cada poder. O Legislativo não tem a competência de fazer festa ou mesmo de estabelecer calendário festivo para o município, nem tampouco de realizar obras. Acho que o secretário precisa estudar o que diz a constituição sobre a competência de cada poder. O Executivo é ordenador de despesa. O Legislativo fiscaliza. O que ele queria que nós fizéssemos?”, disse Daniel.

Sobre a ideologia de gênero

“Ele esquece que no plano de governo da então candidata Márcia Lucena, registrado no TSE, ela diz claramente que pretende abordar a ideologia de gênero nas escolas de forma transversal. Exatamente o que a gente proibiu na lei. Então não falácias e mentiras da oposição. Isso pode ser provado.”

Cobrança do Estacionamento

Quanto o que a cobrança do estacionamento dos transportes turísticos, Daniel foi bem enfático e mencionou os erros do projeto do Executivo.  “Primeiramente o Legislativo se posicionou contra um decreto extremamente mal elaborado, inclusive recheado erros ortográficos. Na ementa se regulamentava um paragrafo do Código Tributário que sequer existia. A oposição foi e permanecerá contra a má formatação desse e de qualquer decreto. Eles precisam parar de atribuir culpa a oposição quando os erros grotescos são deles. Deveriam dizer que havia até previsão para cobrança de estacionamento até de motos”,

Sobre o Crédito Especial

Daniel também respondeu acerca da votação do crédito especial para construir uma escola. “Os vereadores jamais foram contra o crédito. Aliás, a Câmara não rejeitou nenhum projeto do Executivo. Mas eles querem uma Câmara submissa, uma Câmara que quando se mande um projeto, a gente vote imediatamente. Como ocorreu no caso do Código Tributário, com mais de duzentos artigos, que foi votado com dispensa de interstício, sem passar nas comissões, sem discussão, sem tempo devido para análise. Tudo a toque de caixa e a gente não podia fazer nada porque eles tinham maioria. Mas agora é diferente, a oposição tem maioria e quer analisar tudo ponto a ponto”

Gestão incompetente

 “Isso primeiramente mostra da parte da gestora, desorganização. Como é que eu faço uma lei orçamentaria anual com previsões para gastar no ano seguinte e aí não me programo em construir escolas, comprar ônibus escolares, retomar obras paradas e aí vai pedir crédito complementar. Então foi falta de organização e competência da gestão por não trazer na lei orçamentaria no ano de 2017 a previsão. Não houve previsão, por isso ela pediu o posicionamento da Câmara”.

Daniel ainda falou sobre as questões judiciais envolvendo o valor a ser investido no terreno onde será construído o Colégio Noêmia Alves:

 “Outra coisa, estava nesta lei o valor de R$ 600.000,00 reais para pagar um terreno que estava sobre investigação do GAECO e do ministério público, então a oposição pediu toda documentação comprobatória como a liminar do juiz autorizando a retomada da obra, o parecer do MEC autorizando o desbloqueio e  retomada. É o papel do vereador, é o papel da Câmara, a gente não pode simplesmente balançar a cabeça com tudo que eles querem. Nós temos que fiscalizar e garantir a boa aplicabilidade do dinheiro público”, disse.





O compromisso da oposição

“Deixo claro que Eu, o irmão Kaká, Fernando, Malba, Jogador e Adriano, temos compromisso com a população do Conde e vamos honrar a confiança do povo. Isso significa que quando algo for positivo, votaremos a favor, aplaudiremos. Mas não seremos fantoches. Não vamos balançar a cabeça para tudo que a gestão quer. Analisaremos, estudaremos, avaliaremos e então decidiremos de consciência limpa. Sempre”, finalizou.


Da Redação


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