Gaeco realiza operação contra desvio de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos pela Cruz Vermelha




Uma operação desencadeada pelos Ministérios Públicos da Paraíba, Rio de Janeiro e Goiás investigam um esquema de desvio de verbas públicas realizada por um grupo criminoso dentro da Cruz Vermelha. A Operação Calvário cumpre mandados em João Pessoa nesta sexta-feira (14).

Um homem foi detido no início da manhã em um hotel da orla de Cabo Branco e encaminhado à Central de Polícia da capital. As imagens da condução foram cedidas à equipe de reportagem da Rede Tambaú de Comunicação.

Segundo as investigações, inúmeras condutas delituosas praticadas pela organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha do Brasil – filial do Rio Grande do Sul,  o Órgão Central da Cruz Vermelha no Brasil e o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional foram apuradas pelo MPRJ.

De acordo com o Ministério Público, o principal acusado é Daniel Gomes da Silva, ex-dirigente da empresa TOESA SERVICE S/A, que já possui anterior condenação criminal pelo crime de peculato. Foi apurado que a empresa agia sob denominação e o CNPJ destas entidades não governamentais, a organização criminosa  obteve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão de reais em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em outras unidades da Federação.

Através do esquema, foram desviados milhões em recursos públicos da saúde, no período entre julho de 2011 e a presente data, sendo certo que tal estimativa é muito inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, dado que somente foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro, notadamente não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa no Estado da Paraíba, onde a mesma vem auferindo centenas de milhões de reais desde o ano de 2011.

Atuação na PB - O Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, é administrado em uma gestão pactuada entre a Cruz Vermelha e o Governo do Estado desde julho de 2011.

Em contato com a redação da RTC, a presidente da Cruz Vermelha na Paraíba, Mayara Martins, informou que as investigações não envolvem a filial no estado.

Em nota, a direção da Cruz Vermelha Brasileira - Filial do Rio Grande do Sul explicou que só pretende se pronunciar depois de ter acesso às investigações do Ministério Público.


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