Câmara de Bayeux arquiva processo e Berg Lima continua no comando da cidade





Após 12 horas de sessão, vereadores do município de Bayeux arquivaram o processo de cassação contra o prefeito Berg Lima. 11 votaram a favor da cassação, mas para que ela fosse efetivada, eram necessários pelo menos 12. O relator do processo, o vereador Roni Alencar, votou pela cassação.

Os vereadores Cabo Rubem, França, Lico e Netinho votaram contra a cassação. Já os parlamentares Adriano Martins, Betinho da RS, Inaldo Andrade, Dedeta, Noquinha, Roni, Zé Baixinho, Adriano do Táxi, Josauro e Uedson Orelha votaram a favor da cassação. Luciene de Fofinho e Guedes da Informática se abstiveram do voto.

O mandato de Berg Lima correu risco de ser cassado por suspeita de improbidade administrativa em duas acusações. A primeira seria um suposto aluguel de carros que não prestaram serviços à prefeitura e teriam gerado um gasto de R$ 32 mil. A outra seria a falta do repasse do executivo ao Instituto de Previdência e assistência aos servidores públicos de Bayeux. A importância chegaria a R$ 6 milhões.

A sessão extraordinária começou ainda pela manhã. Primeiro aconteceu a leitura do processo, em seguida, a exibição de vídeos de audiências anteriores, gravadas na Câmara, com depoimentos de defesa e acusação. Pouco depois do meio-dia, a sessão foi interrompida para o almoço.

Segundo a lei, para que a cassação fosse efetivada pelo poder legislativo seria necessário que dois terços dos vereadores votassem pela cassação. Como Bayeux tem 17 parlamentares, essa conta é de 12 votos.

Até o final da manhã, a oposição contava com 10 votos a favor da deposição do prefeito e se articulava para conseguir o restante. Enquanto isso, os apanhadores de Berg Lima lutavam para que esse número não fosse atingido.
Berg poderia comparecer à sessão, mas só o advogado dele esteve no plenário. O defensor criticou o processo contra o Prefeito. O relator do processo, o vereador Roni Alencar, votou pela cassação de Berg.

Por volta das 19h os vereadores começaram a se pronunciar. As falas seguiram em ordem alfabética e cada um teve direito a 15 minutos. Logo após as falas dos parlamentares, chegou a vez da defesa, que tinha duas horas para fazer o pronunciamento, porém só usou cerca de 40 minutos. Só depois do pronunciamento da defesa é que iniciou-se a votação propriamente dita.

Se os parlamentares tivessem decidido pela cassação de Berg, uma eleição indireta aconteceria. Os próprios vereadores votariam entre si para escolher o novo prefeito da cidade.









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