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OPINIÃO: A torcida para que Bolsonaro seja o que o PT já é


A histeria dos últimos dias em torno de declarações, decisões e posições do Governo Bolsonaro por opositores, perdedores e críticos do novo governo é um negócio sem precedentes no debate público brasileiro e digno de um profundo e sonoro “chore mais que está pouco”.

Ser humano algum seria capaz de pôr em ordem o caos milimetricamente engendrado pelo projeto petista de poder, que foi cuidadosamente posto em prática ao longo dos últimos 15 anos. Some-se a isso o fato de a corrupção cotidiana se apresentar quase que como um traço constitutivo do caráter do povo nacional e pronto: você já teria milagres suficientes para operar. Mas Bolsonaro é o ‘messias’ que tem a obrigação de resolver tudo e logo...18 dias já são demais!

Dito isto, espero que o leitor perceba que a impaciência parece tomar conta de praticamente todos e que os mais fracos do juízo já embarcam no bombardeio midiático de que o governo vai desaguar em um triste e melancólico desastre. É Damares, Flávio Bolsonaro, Queiroz, declarações dadas e retiradas, posse de armas e etc etc etc. Mas tudo não passa da famosa tempestade em copo d’água.

Se não, vejamos. A “polêmica” Damares assim foi classificada porque disse o óbvio: que meninos e meninas apresentam desde a tenra idade padrões de comportamento e identidade inerentes ao seu sexo biológico.
Flávio Bolsonaro, o recém eleito “acobertador nacional de corruptos”, se esquivou, de modo esquálido, das acusações de abrigar em seu gabinete um desses espécimes como assessor, e isto lhe foi imputado como culpa no cartório. Concordo que, ao se justificar, foi ralo como sopa de hospital, e digo: se não foi conivente, apresente-se como alguém indignado. Se for culpado, seja investigado e extirpado do Governo. O presidente sofrerá menos desgaste. Agora, a mídia histérica no caso Queiroz se “esquece” de enfatizar com a mesma veemência que o tal assessor disse vender carros, coisa que analisada sem a emoção dos militantes, justifica perfeitamente o montante movimentado. Mas o imaginário coletivo do brasileiro já está tão dominado pela sacanagem social e política, que não concedeu sequer um minuto de atenção à possibilidade de que esta explicação seja real.

Passemos às “barrigadas do Governo”. Os desencontros de informação, naturais nas primeiras semanas de gestão, são vistos como provas incontestes de inépcia administrativa e o decreto da posse de armas vai transformar o país em um faroeste caboclo infernal.

Haja paciência com a idiotice coletiva. Críticas há. Mas a tragédia anunciada está apenas no roteiro dos que desejam ardentemente o fracasso de Bolsonaro. Isso não quer dizer que o Governo não precise afinar o discurso, que os egos da equipe não precisem ser domados, que a bancada do PSL não precise ser adestrada como cavalos selvagens, ou que alguém não precise avisar ao presidente que, agora, deixe os perdedores no vácuo das suas próprias provocações.

O tempo de UFC acabou. A porrada argumentativa só deve entrar em cena quando os sabidos canalhas ensaiarem posar de bons-moços. Esses devem sempre ser lembrados e completamente desmoralizados pelo que são.

Mas é necessário cérebro, estratégia e implacável impiedade para com os abutres e opositores políticos de plantão. Nelson Rodrigues já dizia que não se faz política e futebol com bons sentimentos – e é verdade. Não se pode permitir que um partido e seu bloco, aliados a tudo o que destrói e anarquiza a sociedade, lhe bote o dedo na cara, acusando-o das práticas nas quais já se mostraram indubitáveis putas velhas. Vão morrer pra lá!

Em 18 dias de governo, o brasileiro já esperneia pelo milagre, demonstrando uma personalidade ansiosa, infantil e descompensada. Esquece-se porém, de que para o milagre acontecer, acreditar que ele será possível é condição fundamental.

Resta ao Governo Bolsonaro continuar o trabalho e alardear as suas conquistas para o povo. Porque este, jamais deve ser novamente cooptado pelas narrativas dos canalhas. Se há prioridades no Governo Bolsonaro, essa deve ser a nº 1.



Julliana Veloso

Jornalista, publicitária e Mestre em Linguística. 
Atualmente, apresentadora do programa Sem Censura da Rádio Pop FM.



2 comentários:

  1. Com todo respeito à prezada jornalista, Juliana veludo, mas este artigo é pobre e medíocre. A começar do título.

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    1. Digo, Julliana Veloso.
      Me identificando: sou Alessandro Silva, servidor público e petista.

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