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Padres afastados em supostos casos de exploração sexual ainda poderão ser investigados



Denúncias encaminhadas ao Ministério do Trabalho podem desencadear novas investigações sobre supostos casos de exploração sexual de menores na Igreja Católica. De acordo com o Procurador do Trabalho, Eduardo Varandas Araruna, as denúncias devem ser investigadas, independentemente daquelas que compareceram ao Ministério Público após a exibição de uma reportagem sobre o caso em rede nacional.

"Os crimes devem ser investigados, independentemente das denúncias que apareceram em razão da reportagem rede nacional", disse.

Ele ressaltou que a multa aplicada à arquidiocese da Paraíba diz respeito à "tolerância" diante das denúncias.

"É um longo processo de investigação que deve iniciar. É fundamental que a questão criminal seja apurada. Exploração sexual de crianças e adolescentes, segundo protocolo de Estocolmo, é considerado crime contra humanidade e não pode permanecer impune. A punição que houve foi em face da igreja, por não tomar as medidas cabíveis e tolerar durante tanto tempo essa prática, no âmbito da instituição, mas as pessoas que praticaram os atos permanecem impunes até hoje", relatou o procurador Eduardo Varandas.

Com esse novo pedido do Ministério Público do Trabalho, os casos de exploração sexual envolvendo os padres afastados podem ser investigados novamente. Até então, houve apenas a condenação da igreja a pagar R$ 12 milhões. O procurador Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega confirmou que recebeu o pedido sigiloso de Eduardo Varandas e vai encaminhar à promotoria de justiça responsável para ver se é caso ou não de abertura de processo.


Portal T5


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