OPINIÃO: Sem garantias de recuo da gestão, empreendedores temem por aprovação da 'PGV do mal'



Mesmo após ouvir de forma técnica sobre os aumentos abusivos do valor de IPTU cobrado pela Prefeitura Municipal de Conde, o Diretor de Tributos da gestão municipal Fernando Wanderley, disse que não poderia se comprometer a ‘segurar’ o envio do Projeto da Planta Genérica de Valores – PGV à Casa de Cícero Leite.

De acordo com o Diretor de Tributos, ele não autoridade para decidir isso. Ou seja, essa é uma decisão da Prefeita Márcia Lucena. Trocando em miúdos, se ela quiser mandar, mandará e certamente aprovará, haja vista que corre a boca pequena, que agora a gestora tem maioria na Casa.

O que resta aos corretores, construtores e donos hotéis e pousadas? Torcer para que o CRECI-PB que entrou na briga, consiga êxito no diálogo com a prefeita Márcia Lucena e que ela promova uma revisão detalhada na PGV antes de retornar o projeto a Casa de Cícero Leite. Ou ainda torcer para que o Ministério Público intervenha na situação.

Sem a aprovação do projeto já existem denúncias de aumentos absurdos no valor do IPTU. E o Diretor de Tributos, segundo matéria publicada no EstadoPB, disse não saber quem fez os aumentos ilegais. Imagina como ficará se esse projeto for aprovado conforme o texto original. Complicado isso? Complicada é a situação de quem quer empreender numa cidade em que a imposição prevalece.

Depois a gente ouve um monte de discurso demagógico por parte de agentes políticos reclamando que empresários não querem investir na cidade. Sejam bem sinceros: Com IPTU reajustado em 70, 80 até 200% vocês investiriam um centavo nessa cidade?

Os empreendedores da cidade vivem um verdadeiro clima de medo da 'PGV do mal'. O temor é muito claro. Para eles, se for aprovado como está o projeto promoverá a quebra do sistema imobiliário e de construção civil na cidade. Não é diferente no ramo hoteleiro. Haverá sem dúvida uma debandada de recursos que migrarão para outras cidades onde a legislação seja equilibrada.

No final das contas fica a leve (nem tão leve) sensação de que não vai dar em nada e que a parte prejudicada continuará sendo quem de fato promove o desenvolvimento do município. Será?


Interrogação e Exclamação

Caco Pereira





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