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OPINIÃO: Venezuelanos no Conde, entre promessas e desilusões, qual a real situação?


Há alguns meses sob muita mídia a cidade de Conde, governada por uma socialista acolheu nas terras de Jacoca, cerca de 40 venezuelanos que fugiram do regime do também socialista de Nicolás Maduro. 

Esses homens e mulheres trouxeram na bagagem, o medo, o pavor e as péssimas lembranças e dores causadas pela ditadura de Maduro. Mas além disso, trouxeram sonhos, esperanças e anseios de uma vida nova. Talvez alguns ainda almejem voltar para seu país depois da queda do algoz que hora destrói aquela nação. Talvez outros prefiram fazer daqui, sua nova morada. Mas todos chegaram cheios de expectativas para o prometido recomeço. 

Mas passado um tempo alguns questionamentos são inevitáveis. Como vivem esses irmãos venezuelanos? Que tipo de apoio, de assistência, de cuidado lhes têm sido oferecidas? Eles estão estudando, sendo capacitados? Estão trabalhando no mercado formal? Ou vivem apenas da ajuda deixada periodicamente pelo ‘opressor’ Exército Brasileiro e por eventuais doações de voluntários?

Segundo fui informado, esses imigrantes teriam chegado com promessas de que passariam por cursos de capacitação, de que seriam inseridos no mercado de trabalho, mas até agora nada disso teria acontecido de forma efetiva.

Ouvi outro dia que alguns deles estão trabalhando na informalidade, na construção civil, outros fazendo alguns ‘bicos’ em condições nada positivas, bem pouco dignas. Ouvi também que algumas mulheres têm buscado realizar ‘bicos’ como diaristas e que outras venezuelanas estariam encontrando na prostituição uma alternativa de sobrevivência, já que as promessas de uma vida nova não estariam sendo cumpridas.

Se tais fatos forem verídicos, temos um grave quadro de desrespeito a dignidade dessas pessoas. Se mulheres estão se prostituindo ou sendo prostituídas para sobreviver em solo paraibano; se homens estão trabalhando em situações que lhes oferecem perigo, estaremos diante de um dano terrível, causado sob a ilusão de uma vida melhor.

Não sou o tipo que afirma de modo tácito aquilo que não pode provar, por isso estou questionando. Como estão vivendo essas pessoas? Elas têm sido tratadas com dignidade, respeito e cuidado necessários à sua adaptação e transformação de vida em solo paraibano?

Aliás, não me é muito clara a informação sobre quem é responsável pela vida dessas pessoas em solo condense/paraibano. Quem é responsável pelo sustento, pelo cuidado? Houve promessas de cursos? De trabalho? Quem prometeu? O que de fato foi cumprido?


Por fim, fica um último e importante questionamento: Venezuelanos no Conde, entre promessas e desilusões, qual a real situação?


Interrogação (?)


Caco Pereira
Foto: Marcelo Vidal/SDSCJ/Divulgação


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Caco Pereira Comunicação & Consultoria. Tecnologia do Blogger.