CRM dá prazo para hospital garantir segurança, após ameaças de pai de paciente, na PB


Foto: TV Cabo Branco/Reprodução


Um prazo de 48 horas foi estabelecido pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), a partir desta terça-feira (6), para que o Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, disponibilize policiamento armado para garantir a segurança de profissionais e pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. Caso contrário, os médicos do local podem ser interditados eticamente. A notificação foi motivada por ameaças feitas pelo pai de uma criança internada.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que o Hospital Arlinda Marques conta com uma estrutura de apoio para segurança patrimonial, mas frisou que irá cumprir a orientação do CRM e que já está trabalhando para contratação de segurança privada.

De acordo com o CRM, no dia 2 deste mês o pai de uma criança de 6 anos, que estava internada na UTI, afirmou que, se a filha morresse, ele mataria uma paciente de 12 anos, que também estava no setor. O Conselho informou que, durante as ameaças, o homem quebrou dois vidros do local e se feriu, assustando pacientes, acompanhantes e profissionais.

O diretor de fiscalização do CRM, João Alberto Pessoa, explicou que a denúncia foi feita por uma das pediatras da UTI. Ele relatou que o caso aconteceu porque a paciente ameaçada fez um exame antes da filha do agressor.


Ainda conforme João Alberto Pessoa, a menina de seis anos está em um estado grave, de difícil reversão, e a mãe da adolescente ameaçada está abalada com o que pode acontecer.

O relatório solicitando o policiamento foi entregue nesta terça-feira. Caso o hospital não atenda ao requerimento, a UTI pediátrica será interditada eticamente, ou seja, os médicos serão impedidos de atuar no local, com o objetivo de preservar a segurança.


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