Ex-conselheiro diz que processo para eleição de conselheiros tutelares em João Pessoa está uma bagunça




O processo eleitoral para escolha dos novos conselheiros tutelares de João Pessoa tem sido motivo de intensas reclamações por parte de candidatos. Isso porque, segundo o ex-presidente da Associação dos Conselhos Tutelares da Paraíba e representante da Paraíba no Fórum Nacional dos Conselhos Tutelares, Lenon Jane Fontes de Souza, não foram obedecidas as orientações e determinações do Fórum Nacional e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA -, no que diz respeito a realização das eleições.

De acordo com Lenon Jane, o Fórum Nacional dos Conselhos Tutelares e o CONANDA, indicaram que as definições sobre o processo eleitoral acontecessem com seis meses de antecedência do dia das eleições, para evitar que problemas pudessem ‘bagunçar’ o pleito, mas em João Pessoa, o processo está “bagunçado”, em virtude da não obediência a essas orientações.

“Nos últimos três processos, se repetem os mesmos problemas, são cometidos os mesmo erros. O edital foi lançado em abril, mas diversas alterações vêm acontecendo. Modificam prazos para inscrição, depois para provas, em seguida muda-se a instituição responsável pela prova que é pré-requisito para concorrer”, disse Lenon.

Lenon chega a questionar a credibilidade da empresa responsável pelas provas, bem como os critérios de correção de questões “discursivas”.  Para ele, pode está havendo algum tipo de perseguição a candidatos.

O ex-conselheiro foi ainda foi muito duro em sua avaliação quanto a comissão responsável pelo processo eleitoral. “Uma comissão eleitoral, um CDCA viciado, nesse processo que não vai à diante. Não estão preparados para fazer esse processo de escolha no município de João Pessoa”.



Ele ainda criticou o duramente o critério de distribuição dos eleitores. Para ele, o modelo escolhido pelo Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, só dificulta o processo eleitoral e afastará as pessoas das eleições, fazendo com que o número de votantes seja mínimo.  “O Conselho vinha se omitindo de passar para os candidatos os locais de votação e de última hora eles vêm dizer que a votação será por ordem alfabética, dividindo as famílias na hora de votar. Já é um processo difícil, porque ninguém é obrigada a votar”.


Da Redação





Nenhum comentário:

Caco Pereira Comunicação & Consultoria. Tecnologia do Blogger.