PATOS: Com garis em greve, lixo toma conta das ruas; sindicato fala em luta por direitos



Bastou apenas um dia sem trabalho dos garis e já é possível encontrar ruas tomadas com o acúmulo de lixo na cidade de Patos. Neste sábado, dia 12, um dia depois da paralisação dos garis por falta de pagamento dos seus salários, os bairros sentem a necessidade da retomada dos serviços considerados essenciais.

A Empresa Conserv Construções e Serviços LTDA, que presta serviços de coleta de lixo e varrição de ruas de forma terceirizada para a Prefeitura Municipal de Patos, pagou apenas uma parte dos seus trabalhadores e todos decidiram paralisar as atividades em solidariedade aos demais que ficaram sem salários. A Conserv alega que está sem receber da prefeitura e a gestão retruca dizendo que existe contrato firmado que garante atraso de até três meses de carência.

Diante do impasse, o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Limpeza Urbana da Paraíba (SINDLIMP-PB), o popular Sindicato dos Garis, se revoltou e orientou a categoria que cruze os braços em protesto. Nesta segunda-feira, dia 14, os diretores do sindicato prometem ir à justiça e a luta diante do descaso da empresa e da prefeitura que tem prejudicado os garis e a própria sociedade.

O prefeito interino Ivanes Lacerda (MDB) colocou mais lenha na fogueira ao declarar que o presidente do sindicado, Radamés Cândido, é um “forasteiro” e que não conhece a realidade da cidade de Patos. A citação do prefeito trouxe revolta, pois, tal qual o Sindicato dos Garis, outras categorias são representadas por entidades que tem dirigentes que não residem em Patos, porém, não tira a legitimidade das ações e do compromisso destes.

Ivanes Lacerda também ameaçou em rescindir de forma unilateral o contrato entre Prefeitura Municipal de Patos e a Empresa Conserv. A medida divide opiniões, pois a prefeitura deve quase R$ 2.000.000,00 à empresa e se acredita que tal medida seria para colocar outra sem processo de licitação em caráter de emergência.

Enquanto o impasse não é resolvido, os garis prometem só voltar aos trabalhos quando receberem seus salários e contam com o apoio do sindicato da categoria e com a solidariedade do povo de Patos.









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