Motociclista morre após ficar preso em fiação e levar choque elétrico em via




Um homem de 56 anos morreu após levar um choque elétrico na Avenida João Cabral de Melo Neto, no Jiquiá, na Zona Oeste do Recife, nesta quarta-feira (27). A vítima seguia de moto pela via, quando ficou preso em fios, que estavam baixos, e sofreu a descarga elétrica, por volta das 4h, segundo testemunhas.

Procurada pela reportagem, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informou que o acidente foi motivado por uma ligação clandestina e que esse tipo de irregularidade é crime previsto no Código Penal Brasileiro.

O eletricista Wellington Faustino mora em um local próximo ao acidente e tentou salvar o motociclista, mas não conseguiu.

"Quando eu vi os fios encostados no pescoço dele, peguei um alicate e tentei salvar. Cortei a energia, mas foi muito rápido. Tentaram ajudar, mas um dos meninos tomou um choque também. Acionamos os Bombeiros e o Samu, mas infelizmente demoraram muito", contou.

Depois dos primeiros socorros, o motociclista foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Torrões. Segundo a unidade, profissionais de saúde tentaram reanimar o paciente durante a madrugada, mas ele não reagiu e o óbito foi registrado às 4h30.

De acordo com moradores da região, um parecer técnico foi emitido pela Celpe em julho deste ano, mapeando os locais que precisariam de postes e de reforços elétricos, para solucionar a questão das ligações clandestinas.

"Eles vieram com uma equipe técnica, mapearam todas as ruas e todos os locais. Fizeram a medição da tensão e identificaram que seria preciso implantar dois transformadores. Até agora, não fizeram nada. A gente vem em busca de soluções para conseguir energia de qualidade", afirmou o estudante Marlon Silva.

De acordo com a Celpe, a área em que o motociclista morreu é de Preservação Ambiental e, por isso, a concessionária não está autorizada a regularizar o fornecimento de energia. "A comunidade precisa conversar com a prefeitura para fazer essa solicitação. Com as liberações, podemos fazer o processo de regularização", afirma o gerente operacional da concessionária, Fábio Barros.

O Portal entrou em contato com a Polícia Civil, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.




Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

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