PRESO POR TRÁFICO: Defesa pede liberação de DJ após decisão do STF




A defesa de Rennan da Pena, que está preso desde abril, formalizou na última segunda-feira (11) o pedido pela liberação do DJ com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que há uma semana derrubou a possibilidade de prisão por segunda instância.

"O pedido foi feito, mas em virtude da reunião do Brics em Brasília o STF não funcionou nos últimos dias. Não temos prazo, mas acreditamos que na próxima semana é bem possível [que o DJ seja solto]", afirmou o empresário do DJ, Billi Barreto, ao UOL.

Rennan foi preso após ser condenado em segunda instância a seis anos de prisão por associação ao tráfico.

Por seis votos a cinco, o tribunal optou por derrubar a prisão após a condenação em segunda instância, retornando ao entendimento de que um réu só pode cumprir pena depois que esgotar os recursos na Justiça. Por conta disso, o nome de Rennan da Penha chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter.

A equipe do DJ comemorou a decisão do STF na rede social. "Agradecemos a todos pelas orações, energias positivas, de todos os fãs, amigos e colegas de trabalho. Em breve Rennan da Penha estará de volta. Fé!", diz uma mensagem publicada no perfil oficial do DJ.

Em outubro, Rennan da Penha venceu o Prêmio Multishow de Canção do Ano por Hoje Eu Vou Parar na Gaiola. Na ocasião, a mulher e o empresário do artista subiram ao palco para receber o troféu e pediram liberdade ao DJ, entre gritos de apoio da plateia.

Entenda o caso

Em março, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a expedição de mandado de prisão de Renan Santos da Silva, mais conhecido como DJ Rennan da Penha, um dos idealizadores do famoso "Baile da Gaiola".

Ele foi condenado, junto com mais 11 pessoas, por associação ao tráfico de drogas. A pena tem previsão de seis anos e oito meses em regime fechado.
Renan, segundo o desembargador responsável pelo caso, tinha a função de "olheiro", relatando "a movimentação dos policiais através de redes sociais e contatos no aplicativo WhatsApp", informou uma testemunha.

No processo, ele ainda é apontado por outra testemunha como o "DJ dos bandidos" e que organiza bailes funks nas comunidades do Comando Vermelho para atrair mais pessoas e aumentar as vendas. O DJ segue negando as acusações.


Foto: Reprodução


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