O que motivou a criação da “Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil - OACB”, que veio para ficar


 
A associação denominada ORDEM DOS ADVOGADOS CONSERVADORES DO BRASIL – OACB nasceu do inconformismo de milhares de advogados com uma sequência de fatos, dentre os quais, mas sem a estes se limitar, se pode citar: a militância política partidária que se instalou na OAB (inclusive a postura e atuação da atual direção do CONSELHO FEDERAL, sobretudo seu presidente, lamentavelmente apoiado pela maioria das Seccionais, e que está levando a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ao colapso institucional); a doutrinação ideológica de gênero e partidária em escolas e universidades, sobretudo aplicadas a crianças e adolescentes; o aumento dos crimes e a tentativa de incriminação da polícia; os ataques e a ofensa a membros do governo e ao presidente da república, tratados com desrespeito institucional, os quais estão trabalhando com esmero para reconstruir o país; a apologia às drogas por parte de políticos, agentes públicos e formadores; também por parte dos mesmos a apologia ao comunismo e ao socialismo, ideologias estas comprovadamente criminosas; a tentativa de sabotagem da Operação Lava Jato, marco mundial no combate à corrupção; a mudança do início de cumprimento de pena a partir da confirmação da sentença na segunda instância com o objetivo de impedir a prisão de políticos corruptos; a corrupção em todos os poderes, deteriorando também o judiciário, sobretudo nos tribunais em razão de “juízes” politicamente indicados; a agressão verbal do presidente do Conselho Federal da OAB a advogados e ofensa às advogadas; a ofensa pessoal de pessoas a quem apoie o atual governo, etc.

Consideramos ainda que os governos de ideologia esquerda (8 anos de Lula e 6 anos com Dilma) influenciados pelo gramscismo foi uma tragédia política e socioeconômica  para o país e exige dedicação para cessar a continuidade deste aparelhamento estatal ao mesmo tempo que urge direcionarmos para o conservadorismo.

Portanto, diversos foram os motivos pelos quais a nossa indignação resultou na iniciativa de reunirmo-nos organizadamente através desta associação para agirmos coletivamente em defesa da advocacia séria e a contribuir para a retomada de uma nação indivisível.
Não queremos uma nova ORDEM e isto ficou bem claro na primeira nota publicada pelo CANAL DO POVO -  “QUEREMOS ORDEM!” Com esse lema surge a Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil – OACB  - no dia 28/12/2019. Porque queremos ordem na nossa casa. A histórica OAB não pode sucumbir aceitando a divisão que uma casta política ideologicamente perversa, corrupta e malfeitora vinha impondo à esta Nação e colocando também na conta da advocacia a sua rejeição à realização de Justiça igualitária.

Neste sentido, entendemos que a OAB não pode se impregnar por preferências de classe social, cor, sexo, religião ou ideologias, como também não pode se filiar a apoiar qualquer ideologia e menos ainda as que dividem a população, que incriminam pessoas as quais não coadunam com o que pensa uma outra parte da sociedade e que tendem a inserir no contexto político regimes atuando criminosamente como se permitiu nos últimos anos, quando o Brasil quase foi destruído com o apoio de uma militância jurídica, inclusive, incredulamente atingindo os tribunais através  da deturpação pelo viés partidário socialista.

E nesta sequência de fatos inaceitáveis, fomos surpreendidos pelas atitudes do presidente da OAB Felipe Santa Cruz, cujas mesmas demonstram seu despreparo e desequilíbrio para estar à frente de uma das principais instituições do País, quando, ao defender questões pessoais, atacou de forma vil e irresponsável autoridades do governo, nominando o Ministro de Estado da Justiça Sergio Moro de chefe de quadrilha, motivo pelo qual está sendo processado; pelas ofensas corriqueiras ao Presidente da República a quem se dirige constantemente de forma desrespeitosa e covarde usando o relevante cargo que ocupa; que em meados de 2019 chamou de “filhos da puta” advogados os quais o criticavam por tais condutas e ofendeu pessoalmente uma advogada que o interpelou por tal postura ao pedir-lhe “desculpa por ofender sua profissão” (praticamente a chamando de puta) e, ao apagar das luzes do ano de 2019 destratou seus colegas advogados ao afirmar que “quem apoia o governo Bolsonaro tem desvio de caráter”. Ora, dentre os quase 58 milhões de votos concedidos ao Presidente da República, milhares foram também de advogados os quais, antes de tudo, são cidadãos de direitos iguais. Tais fatos tristes para a advocacia não podem ser admitidos e não iremos mais ficar silentes, porque o respeito à advocacia está indo para o ralo em decorrência das atitudes pífias de um advogado que ora está ocupando o posto máximo da advocacia brasileira.

Queremos também ELEIÇÕES DIRETAS para todos os cargos diretivos do CONSELHO FEDERAL DA OAB, com chapas plurais, com representação de todo o país, uma vez que atualmente o presidente e demais membros da direção nacional são escolhidos indiretamente, pelos conselheiros regionais. Esta alteração é objeto do Projeto de Lei 4971/2019 de autoria da Senadora Soraya Thronicke, que é advogada e abraçou a causa.
Ora, é inadmissível que a Instituição que representa os interesses da sociedade, que consta na Constituição Federal como “atividade essencial à realização de justiça” ainda hoje conserve tal forma de escolha de seu dirigente máximo, ao tempo que se fala tanto em democracia nos seus bastidores e nos discursos da direção.

Por outro lado, também é inadmissível que a OAB permaneça aparelhada partidariamente, pois não é função da Instituição fazer política partidária. E não apenas no Conselho Federal, mas o que temos visto em todo o país é o uso da OAB com objetivos alheios ao seu Estatuto. Isto não está correto e trabalharemos para recolocá-la nos trilhos, com colegas equilibrados e preparados.

Por fim, é bom alvitre que os colegas que discordem de nosso posicionamento tenham  tolerância, hombridade e humildade suficientes para nos respeitarem pois, não estamos lutando contra advogados, mas, a nosso sentir, e nosso direito de discordar e pensar diferente, contra  um “sistema” que enganou a todos que se deixaram equivocar pela ilusão de que algum dia haveria neste país erradicação da pobreza, desenvolvimento da economia e uma nação democrática simplesmente porque um homem, supostamente humilde, que apesar de analfabeto mas, dito “pai dos pobres”, ascendeu-se ao poder através do voto popular que desonrou. Pois não vivemos uma democracia de fato, mas de falácias e embustes de malfeitores, de atos criminosos daqueles que deveriam ter lisura e cuidados com a coisa pública, contudo, ao contrário, tinham interesses escusos e plantaram na sociedade brasileira o “nós” e “eles” como forma de se manterem com o sofrimento de parte do povo. Que nós, advogados cuidemos de desfazer este embuste, com diálogo entre todos, para ajudarmos o país de “todos nós” a nos proporcionar a verdadeira justiça.

E se você, advogado, também assim entende e deseja mudanças reais, junte-se a estes seus colegas e venha conosco realizar esta mudança.

E cidadãos que somos, de uma mesma Nação, somente unidos venceremos. O diálogo respeitoso é o caminho e será a nossa força para “mudarmos o que precisa ser mudado, resignarmo-nos com o que não pode ser mudado e termos sabedoria para discernirmos uma coisa da outra”. Só queremos ordem.

Geraldo Barral
Advogado

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