OPINIÃO: O ‘caso do goleiro Bruno’ e a hipocrisia da ‘lacração’ no Brasil


 



O caso do goleiro Bruno revela a imensa hipocrisia dos tais defensores dos direitos humanos e da sociedade brasileira de modo geral. O arqueiro foi condenado pelo envolvimento na morte de sua ex-namorada. A moça foi assassinada e o corpo ocultado, de modo que jamais foi encontrado, segundo o que diz a justiça.

Particularmente sou favorável a pena de morte para o tipo de crime pelo qual o rapaz foi condenado. Mas o Brasil não tem a instituição da pena capital. Mais que isso, existe uma danada de uma progressão de pena, que concede direito a apenados. Aqueles que têm ‘bom comportamento’ vão adquirindo direitos/privilégios e sendo reinseridos no convívio social. Até acho uma ideia interessante para alguns tipos de crime. Mas esse texto não objetiva discutir a temática e sim um caso específico e a postura de muita gente acerca dele.

O assunto aqui é: Se Bruno cabe no contexto de ressocialização, se ele tem bom comportamento, se os laudos apontam que o camarada pode e deve ser reinserido na sociedade, porque os movimentos do ‘mi mi mi’, da ‘lacração’ se levantam, boicotam e detonam a vida desse rapaz sempre que ele consegue um novo emprego? Onde fica a segunda chance? Ele não tem direito a uma nova oportunidade de recomeçar e mostrar que mudou?

 - Ah! Mas o crime que ele cometeu foi bárbaro. Você pode me dizer. Ao que responderei: - Ele já cumpriu em regime fechado a parte que a lei determinou. Sigam o ordenamento jurídico. Deixem o rapaz recomeçar. Eu discordo absurdamente do que dizem nossas leis acerca de casos como este, mas respeito integralmente a decisão nelas baseada. Se a justiça entende que ele está apto a se reintegrar a sociedade, deixem-no viver. Parem com essa hipocrisia e com essa indignação seletiva.

Há mais do que simplesmente ‘dois pesos, duas medidas’. O que ocorre é evidenciação clara de mau-caratismo e do oportunismo político e social. Prova clara do que falo é que, muitos dos ‘patrulheiros da liberdade de Bruno’, defendem gente como ‘Champinha’.

Chega a ser doentio a patrulhamento desumano de quem que escolhe crimes com clamor social para de algum modo se promover, ‘lacrar’, ganhar curtidas e até votos, ao se postar como paladino da verdade e da justiça.

Vocês precisam decidir: Ou são favoráveis à progressão de pena, a liberdade assistida para todos (inclusive para os praticantes de crimes sobre os quais recaí o perigoso clamor popular), porque todos são iguais perante a lei. Ou são a favor do endurecimento real para os que cometem crimes hediondos. O que passar disso é hipocrisia.

Está dito.


Ricardo Caco Pereira
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