CURIOSO: O mistério da praça que ‘derruba’ prefeitos




Um fato curioso vem marcando a história da cidade de Conde, principalmente nos últimos 20 anos.

Como todos sabem a cidade tem duas praças no centro da cidade, a primeira construída desde sua fundação, a Pedro Alves, e a outra construída em 2004, que faz parte do complexo construído junto com o Ginásio Poliesportivo da cidade e o anfiteatro.

Pedro Alves foi um dos fundadores do Conde, era o dono da maior parte das terras da Villa do Conde, quando esta ainda era distrito de João Pessoa. Quando se tornou cidade em 1963 a praça central da cidade recebeu o nome de Pedro Alves, em homenagem à uma figura ilustre da cidade.

Quem primeiro reformou a Pedro Alves foi a prefeita Arleide Azevedo (1997-2000), em 1998, quando aumentou o seu tamanho, fechando uma das ruas que a circundava, a rua entre a praça e o cartório de Dona Nita.

Em seguida, no ano de 2004 o prefeito Temístocles Ribeiro(2001-2004) não reformou a Pedro Alves, ao invés disso, construiu uma complexo formado por um ginásio poliesportivo, e uma praça bem maior que a Pedro Alves, com área de convivência e anfiteatro.

Aluísio Regis (2005-2012) não mexeu no centro da cidade em seu primeiro mandato, (2005-2008), porém, em 2012 fez uma reforma na Pedro Alves, inclusive retirando o busto do homenageado daquela praça e instalando no local uma fonte.

Em 2015, Tatiana Lundgren (2013-2016) reformou novamente o equipamento, retirando árvores antigas e fazendo voltar o busto de Pedro Alves ao seu local.

Essas reformas e construções que modificavam o centro da cidade foram motivo de críticas da atual prefeita Márcia Lucena antes de ser eleita, a então candidata constantemente dava entrevistas na mídia da grande João Pessoa criticando os ex-gestores que modificavam a praça do Conde.

Mas não é sobre esse fato que meu texto merece atenção.

O fato que interessa é quem em 1998 foi aprovada a lei da reeleição, a primeira prefeita a ter direito a reeleição foi Arleide Azevedo, como todos sabem Arleide foi a primeira a mexer na Praça Pedro Alves e na época não teve condições políticas nem de ir para sua natural reeleição.

Em seguida Temístocles Ribeiro não reformou a Pedro Alves, mas construiu uma estrutura bem maior e melhor, de frente a referida praça, e também não foi reeleito prefeito.

Aluísio Regis não reformou a tal praça em seu primeiro mandato, e foi reeleito para um segundo mandato, porém reformou em 2012 e seu sucessor, Quintino Régis perdeu a eleição para Tatiana Lundgren.

Tatiana reformou a praça em 2015, não foi reeleita.

Uma moradora que estava atenta quando Márcia Lucena começou a destruir a Praça Pedro Alves no dia 25 de novembro do ano passado alertou para esse detalhe, dizendo todos os prefeitos que reformaram a Praça Pedro Alves não conseguiram sua reeleição, com exceção de Aluísio Régis, que quando reformou em seu segundo mandato não elegeu seu sucessor.

A moradora ainda profetizou: “Vocês verão o que vai acontecer com essa prefeita!”

Como todos sabem, em 17 de dezembro, menos de um mês após Márcia começar a destruir o centro para reformar a Praça Pedro Alves, coisa que ela tanto criticava, ela foi presa na operação Calvário e hoje tem grandes chances de nem ao menos conseguir se candidatar para sua reeleição, ou até mesmo não terminar seu mandato.

Pode ser tudo uma grande coincidência, mas o fato é que Márcia Lucena estava certa ao criticar quem reformava o centro da cidade, no entanto, parece que caiu na tentação de fazer o mesmo que seus antecessores, e com o agravante de gastar uma fortuna prevista em mais de 4 milhões de reais.
Talvez por isso o castigo tenha chegado antes mesmo da reeleição.

Qual o mistério da Pedro Alves, a praça que ‘derruba’ prefeitos?


Por Tony Ribeiro



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