OPINIÃO: A Câmara tem obrigação de investigar o ‘lixo’ de Conde





A cidade de Conde que já vivia um clima de acirrada efervescência política e agora com o anúncio da possível instalação de uma CPI para investigar os contratos da Prefeitura com a empresa responsável pela coleta de lixo, a situação ficou ainda mais tensa.

Ameaça de invasão da Câmara, chamamento de pessoas quase que num ‘aboio’, para assinarem uma ‘ação popular’ contra o presidente da Câmara e os vereadores que propõem a CPI, ataques virtuais e muito mais passaram a acontecer desde ontem (15).

A tese de quem é contra a instalação da CPI é de que as contas (inclusive do lixo) foram aprovadas pelo TCE e por isso, não há necessidade de nova análise, principalmente de uma CPI.

Isso até soaria correto se o TCE não tivesse conselheiros e auditores afastados como desdobramento da ‘OPERAÇÃO CALVÁRIO’, em virtude de possível favorecimento aos integrantes da ORCRIM da qual a gestora municipal é acusada de fazer parte.

É preciso lembrar que o próprio presidente do TCE Arnóbio Viana, já entendeu que é preciso reabrir casos, reavaliar decisões e se necessário, refazê-las.

Isto posto, é fundamental dizer que os onze vereadores que fazem a Casa de Cícero Leite têm obrigação moral diante do povo dessa cidade, de aprovar o pedido de CPI. E que o povo há de cobrar a postura de cada um. Não se pode simplesmente fingir que o povo não vê.

Digo mais, a própria gestão, se estão imaculados os processos relativos ao lixo, deveria abrir-se à investigação. Deveria dizer: analisem, investiguem, observem. Aquele ditado antigo deve ser aplicado aqui: Quem não deve, não teme!

O que não pode acontecer é ficar se criando uma nuvem de fumaça, trazendo a tona matérias que falam da aprovação das contas, esquecendo porém, que as decisões do tribunal podem ser revistas em face da hecatombe político-administrativa-judicial que toma conta de toda Paraíba.

Não se pode querer conduzir o povo como massa de manobra, obnubilando os fatos, criando mentiras e atacando as pessoas. Se os contratos estão corretos, se há lisura, se existe confiança na verdade expressa na decisão do TCE, há também a certeza de que uma nova análise resultará no mesmo resultado. Se algo está certo não deixará de estar por uma nova investigação.

Que se investigue com lisura, com prudência e com respeito a atual gestão, isto é, sem condenações prévias, sem juízos indevidos. Mas também com zelo, ética e muito respeito ao povo de Conde. O povo é o patrão.

O que passar disso é mal e é obra do mau!




É o que penso. Está dito.




Ricardo Jorge Pereira (Caco)
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