OPINIÃO: Tragédia exige solidariedade, não oportunismo político

As fortes chuvas que atingem a Região Metropolitana de João Pessoa têm provocado um cenário de dor profunda para muitas famílias. Em algumas cidades como Santa Rita e Conde, a realidade tem sido dura: casas alagadas, famílias desabrigadas, perda de móveis, documentos e anos de esforço acumulado. Não são números frios. São histórias humanas marcadas por sofrimento e incerteza.

É justamente em momentos assim que se revela a verdadeira dimensão da política. A política pública, aquela que deve servir às pessoas, precisa se impor. Mas, infelizmente, também aparecem aqueles que tentam transformar a dor coletiva em palco para discursos fáceis e ganhos políticos imediatos.

A tragédia das chuvas não pode virar palanque para oportunismo

Nos municípios mais afetados da Grande João Pessoa, é importante registrar que as gestões municipais têm atuado para enfrentar a emergência.

No Conde, a prefeita Karla Pimentel também tem se colocado à frente das ações emergenciais, acompanhando de perto as áreas atingidas e promovendo ações que visam minimizar os impactos para as comunidades mais vulneráveis.

Karla Pimentel tem comandado pessoalmente as ações da Defesa Civil

Já em Santa Rita, o prefeito Jackson Alvino tem conduzido ações de apoio às famílias afetadas pelas chuvas, mobilizando equipes da prefeitura para responder a uma situação que exige rapidez, sensibilidade e presença do poder público.

Essas ações contam ainda com o apoio do Governo do Estado, sob a liderança do governador Lucas Ribeiro, que tem atuado de forma integrada com os municípios para ampliar a capacidade de resposta diante da crise.

Jackson Alvino juntamente com o governador Lucas Ribeiro durante ação em favor dos atingidos

É claro que essas cidades enfrentam problemas estruturais históricos. Questões como drenagem urbana, ocupação de áreas vulneráveis e desigualdades sociais não surgiram ontem, nem podem ser atribuídas automaticamente a uma gestão que está no início de mandato, como é o caso de Jackson Alvino, ou mesmo a quem está no segundo ciclo administrativo, como Karla Pimentel.

Esses desafios foram acumulados ao longo de décadas e exigem soluções estruturais que ultrapassam um único governo.

Cobrar é legítimo. A sociedade tem o direito e o dever de exigir resultados dos seus gestores. Mas essa cobrança precisa ser feita com justiça, responsabilidade e ética. O que não se pode aceitar é o oportunismo de quem tenta explorar a dor das famílias atingidas para construir narrativas políticas apressadas.

Um exemplo disso aparece no debate sobre o São João de Santa Rita. Há quem defenda, de forma simplista, o cancelamento da festa. Esquece-se, porém, que o evento foi conquistado com muito esforço pela cidade e representa muito mais do que entretenimento.

O São João movimenta a economia local, gera renda para trabalhadores informais, ambulantes, comerciantes e pequenos empreendedores. Para muitas famílias que hoje enfrentam dificuldades, esse período pode representar justamente uma oportunidade de recuperação financeira. Além disso, há o valor cultural e turístico que esses eventos carregam para o município e para toda a região.

Governar, especialmente em momentos de crise, exige equilíbrio. É preciso agir para aliviar o sofrimento imediato da população, mas também pensar na reconstrução econômica e social das cidades.

Os prefeitos de Santa Rita e Conde devem, sim, ser cobrados, assim como os demais. Todo gestor público deve prestar contas à população. Mas a cobrança precisa ser feita com responsabilidade e sem transformar a tragédia em instrumento de disputa política rasteira.

Há uma diferença clara entre fazer política pública e fazer politicagem.

A população que sofre com as chuvas precisa de solidariedade, presença do poder público e soluções concretas, o que tem acontecido de forma clara, efetiva e possível. O povo não carece de discursos oportunistas que tentam se alimentar da dor coletiva.

Em momentos como este, o que se espera de quem realmente se preocupa com a população é postura, responsabilidade e compromisso com o bem comum. Porque a dor das pessoas não pode, e nunca deveria, ser usada como trampolim político.

É justamente em momentos assim que se revela a verdadeira dimensão da política. A política pública, aquela que deve servir às pessoas, precisa se impor. Mas, infelizmente, também aparecem aqueles que tentam transformar a dor coletiva em palco para discursos fáceis e ganhos políticos imediatos.

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