“Estão discutindo o sexo dos anjos”: Nilvan eleva o tom, acusa ALPB de omissão e cobra reação contra o crime; assista

Em participação no Café com Caco Podcast, o comunicador e pré-candidato a deputado estadual afirmou que o parlamento paraibano está distante dos temas que realmente impactam o cidadão.

O cenário político paraibano ganhou novos elementos de debate após as declarações do comunicador e pré-candidato a deputado estadual Nilvan Ferreira (PL). No Café com Caco Podcast, Nilvan fez duras críticas à atual postura dos deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), cobrando um posicionamento mais firme do parlamento, especialmente em relação à segurança pública.

Durante a conversa, Nilvan argumentou que a Casa de Epitácio Pessoa tem priorizado debates burocráticos em detrimento de problemas urgentes que afetam o cotidiano da população, como a atuação de facções criminosas no estado.

Cobrança por foco na Segurança Pública

Ao contextualizar a realidade de algumas comunidades em João Pessoa e Cabedelo — citando episódios recentes de violência e o monitoramento ilegal por parte de grupos criminosos, o pré-candidato alertou para o avanço da criminalidade na Paraíba, comparando a situação com estados vizinhos. “Nós estamos caminhando, Caco, para ficar igual ou pior do que o Ceará e a Bahia, que são dois estados dominados pelo Comando Vermelho.”

De acordo com Nilvan, a rotina dos moradores e de trabalhadores de serviços essenciais e de entrega já tem sido diretamente afetada pelas regras impostas pelo crime organizado em determinados territórios. “Eu tenho bairros em João Pessoa que tem toque de recolher, que ninguém sai de casa essa hora porque quem manda é o Comando Vermelho. Eu tenho bairros ali na área do Jacaré, em Cabedelo, que à noite entregador de iFood não entra mais de moto, porque é proibido entrar, amigo.”

Críticas à pauta da Assembleia Legislativa

O ponto central da crítica de Nilvan Ferreira foi a falta de protagonismo e de cobrança dos atuais deputados estaduais diante das ações do Poder Executivo na área de segurança. Para ele, as prioridades da ALPB estão invertidas. “Eu vejo, por exemplo, uma indicação de um conselheiro do Tribunal de Contas gastar mais tempo da Assembleia do que a defesa da segurança pública que a gente tá vivendo aí, sobre o domínio das facções criminosas.”

O pré-candidato questionou a ausência de debates profundos sobre o tema no plenário e classificou as discussões cotidianas da Casa como desconectadas da realidade prática das ruas. “Como é que a Assembleia não tá ligada nisso? Como é que a Assembleia não tá discutindo esse tema? Por que que não tem deputado lá falando sério com o governo do Estado em relação a isso? (…) Aí como é que os caras estão discutindo o sexo dos anjos?”

Proposta de mandato e resgate de tribunos

Caso conquiste uma vaga no legislativo estadual, Nilvan afirmou que pretende adotar um perfil atuante tanto na tribuna quanto na fiscalização direta de serviços públicos, inspirando-se em antigos parlamentares paraibanos conhecidos por confrontar os problemas de frente, como o ex-deputado Gilvan Freire. “Eu vejo que a Assembleia Legislativa ela precisa dar um ‘boom’ nisso aí. Voltar a ser aquela Assembleia de antes, que nós tínhamos grandes tribunos (…) que eles tocavam nas feridas que o Estado precisava tocar.”

Ele concluiu reforçando que, mesmo sem mandato, todo cidadão tem o direito constitucional de fiscalizar o uso do dinheiro público, mas destacou que, como deputado, terá ainda mais legitimidade para cobrar melhorias em áreas como infraestrutura, saúde e segurança diretamente nas ruas.

Assista o Café com Caco podcast na íntegra:

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