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João Pessoa

“ATAQUE À IMPRENSA” Assessor de Jays de Nita ataca Samuka Duarte

Uma verdadeira bomba política sacudiu os bastidores da Câmara Municipal de Bayeux e escancarou o nível do confronto entre o poder legislativo e setores da imprensa. Em um áudio que circulou rapidamente, Marcos Júnior, assessor direto da presidente da Casa, vereadora Jays de Nita, partiu para um ataque frontal contra o jornalista Samuka Duarte, colocando sob suspeita sua credibilidade profissional.

A reação ocorreu após Samuka divulgar, em seu programa de rádio, uma denúncia gravíssima: a de que a presidente da Câmara teria batido o carro oficial sob efeito de álcool e fugido do local quando da chegada da Polícia Rodoviária Federal. A informação se espalhou, causou alvoroço e elevou a temperatura política na cidade.

O que mais chocou, porém, foi a resposta do assessor. Em tom jocoso e ofensivo, Marcos Júnior afirmou que “Samuka é tão honesto que todo mundo sabe que quem manda no microfone dele é uma nota de cem reais”. A frase, pesada e explosiva, foi interpretada como uma acusação direta de corrupção e uso mercenário do jornalismo para ataques políticos.

Diante da forte repercussão negativa, o assessor tentou conter os danos e pediu desculpas logo em seguida. No entanto, para muitos, o gesto soou tardio e insuficiente. O estrago já estava feito: a declaração havia sido amplamente compartilhada, comentada e absorvida pela opinião pública, deixando marcas profundas no debate político e midiático da cidade.

O episódio gerou indignação, revolta e reacendeu um alerta grave: até que ponto o microfone está sendo usado como instrumento de informação — ou como arma política? Entre acusações, recuos e pedidos de desculpas, quem paga a conta é a credibilidade das instituições e o direito da população à verdade.

Em Bayeux, a crise está instalada — e dificilmente será silenciada por um simples “me desculpe”.

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