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Possível delação ‘casada’ de Vorcaro e gestor gera tensão em Brasília

A possibilidade de Daniel Vorcaro fazer uma delação “casada” com a colaboração premiada de outro envolvido no escândalo do banco Master está causando tensão e irritação no universo político e jurídico de Brasília.

Na semana passada, Vorcaro trocou sua equipe de defesa e contratou o advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca. Ele defende também João Carlos Mansur, dono da extinta gestora Reag e que tinha o Master como um dos clientes.
Vorcaro fez a mudança com o objetivo de partir para uma delação premiada, e Juca já disse que considera a colaboração um instrumento legítimo de defesa.

O fato de Mansur estar na carteira de clientes de Juca e, ainda assim, ele assumir a defesa de Vorcaro está sendo interpretado em Brasília como um indicativo de uma delação “casada”, com informações complementares de ambos os réus. Foi o modelo usado à exaustão na Lava Jato —a Odebrecht, por exemplo, fechou acordo envolvendo 78 delatores.

Vorcaro contratou o advogado na sequência de um julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) cuja maioria dos ministros votou para manter sua prisão. Nesta semana, Juca se reuniu com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, para tratar da delação de Vorcaro, revelou o UOL.

Uma fonte a par do caso diz que a perspectiva é tentar costurar um acordo de colaboração que envolva tanto a a PGR (Procuradoria-Geral da República) como a Polícia Federal. Este é o caminho natural para um acordo de delação, uma vez que o Ministério Público tem a prerrogativa de negociar proposta de pena e a polícia tem o controle da investigação.
Em 2018, o STF decidiu que a polícia poderia firmar acordo de delação sem a participação do Ministério Público, mas em 2021 foi justamente esse ponto que derrubou uma colaboração que estava sendo julgada na corte.

A relação entre Reag e Master

A Reag é investigada pela PF em duas operações distintas: Compliance Zero, por suspeita de participação nas fraudes do Banco Master, e Carbono Oculto, por receber dinheiro de operadores financeiros do crime organizado em São Paulo.

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FONTE:UOL
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