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João Pessoa

Por unanimidade, Câmara de Bayeux aprova as contas dos três últimos prefeitos da cidade

A Câmara Municipal de Bayeux aprovou, nesta sexta-feira (18), por unanimidade, as contas dos três últimos gestores do município: Jefferson Kita, Berg Lima e Luciene Gomes. A votação ocorreu durante sessão plenária nesta quinta-feira (18), em clima de sobriedade e elevado senso de responsabilidade institucional.

A condução equilibrada do processo pelo presidente da Casa, vereador Adriano Martins, foi decisiva para garantir a lisura e o respeito ao devido processo legal. Conhecido por sua postura firme, destemida, e, por vezes, crítica aos ex-prefeitos Berg Lima e Jefferson Kita, Martins demonstrou maturidade e senso de justiça ao defender a aprovação das contas relativas ao exercício financeiro de 2020, acompanhando os pareceres técnicos do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

Durante discurso na tribuna, Adriano reforçou que sua posição foi pautada exclusivamente pela legalidade, justiça e respeito ao papel constitucional da Câmara. “Assumo esta tribuna não apenas na condição de Presidente da Câmara Municipal de Bayeux, mas sobretudo como representante do equilíbrio institucional, da legalidade e do respeito ao devido processo legal”, afirmou.

O presidente lembrou que os pareceres do TCE-PB não apontaram dolo, improbidade ou prejuízo ao erário público, destacando que as falhas identificadas eram de natureza formal ou procedimental. “Embora devam ser corrigidas para o aperfeiçoamento da gestão pública, não possuem gravidade suficiente para justificar a rejeição das contas”, ressaltou.

Martins também contextualizou o período de análise das contas, que coincidiu com os impactos severos da pandemia da COVID-19. “Seria injusto e desproporcional penalizar gestores por medidas emergenciais adotadas num dos períodos mais desafiadores da nossa história recente”, declarou.

Apesar de ter sido um opositor ativo da gestão de Berg Lima e crítico contundente de Jefferson Kita, Adriano deixou claro que julgamentos políticos-administrativos exigem “serenidade, conhecimento e desprendimento pessoal”. Para ele, “não se pode confundir falhas formais com má gestão, nem presumir desonestidade onde há apenas complexidade administrativa”.

A sessão que aprovou as contas dos ex-gestores entra para a história da Câmara de Bayeux como um exemplo de responsabilidade e maturidade política. Com a votação unânime, os parlamentares reafirmaram o compromisso da Casa com a justiça, a verdade e a legalidade, acima de disputas partidárias ou interesses circunstanciais.

Ao final do pronunciamento, Adriano Martins conclamou os vereadores a agirem com equilíbrio e senso de dever público: “A história desta Casa será escrita não apenas pelas decisões que tomamos, mas pelos fundamentos e intenções que as sustentaram”.

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