EUA e Irã vão se reunir na sexta no Paquistão para negociar fim da guerra; veja o que se sabe

Delegações dos Estados Unidos e do Irã vão se reunir no Paquistão na sexta-feira (10) para negociar um fim definitivo da guerra entre os dois países —o conflito também envolve Israel, aliado dos EUA.

A reunião foi anunciada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. As negociações ocorrerão na capital paquistanesa Islamabad.

“Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato. (…) Acolho calorosamente esse gesto sensato e expresso minha mais profunda gratidão à liderança de ambos os países, convidando suas delegações a Islamabad na sexta-feira, 10 de abril de 2026, para dar continuidade às negociações rumo a um acordo definitivo que resolva todas as disputas”, disse Sharif em comunicado.

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, o acordo de não agressão terá uma validade de duas semanas. Durante o período, o Estreito de Ormuz permanecerá aberto. 

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou a participação do Irã nas negociações, disse Sharif nesta quarta. Agências estatais iranianas afirmaram que a delegação do país será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. O regime, no entanto, ainda não decidiu a composição do restante da equipe.

Os Estados Unidos ainda não informaram oficialmente quem participará da delegação nas conversas no Paquistão. No entanto, os EUA disseram anteriormente que o vice-presidente J.D. Vance estava participando das negociações com o Irã, assim como o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner. É possível que essas três autoridades participem da nova rodada de tratativas.

Vance disse nesta quarta-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, está “impaciente” por progresso nas negociações com o Irã, e que os dois países conseguirão chegar a um acordo para pôr um fim definitivo à guerra caso Teerã negocie “em boa fé”. O vice-presidente norte-americano, no entanto, não especificou o que quis dizer com isso.

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FONTE:G1
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