Uma declaração da presidente da Câmara Municipal de Bayeux, Jays de Nita, provocou forte reação nos bastidores da política local e motivou uma dura nota de repúdio divulgada por Jonnata Martins, irmão do saudoso vereador Adriano Martins.
O episódio ocorreu no estacionamento da Câmara Municipal, durante um bate-boca envolvendo parlamentares. Em meio à discussão, Jays afirmou: “Aqui não é Adriano Martins. Aqui trabalha com transparência.” A frase rapidamente repercutiu e foi interpretada por aliados do ex-vereador como um ataque direto à sua memória.
Diante da repercussão, Jonnata Martins divulgou uma nota pública classificando a declaração como um “gesto de covardia” e afirmando que a fala ultrapassa os limites do debate político.
Na nota, Jonnata afirma que a declaração atinge não apenas a memória de Adriano Martins, mas também fere sua família e todos que acompanharam a trajetória política do ex-parlamentar.
“Não falo apenas como agente político, mas como irmão. Adriano foi um homem que dedicou sua vida a Bayeux, sempre atuando com coragem, mas também com lealdade e respeito aos colegas”, destacou.
O texto também ressalta que, embora fosse conhecido por sua postura firme e combativa, Adriano Martins sempre manteve uma relação de respeito com os demais vereadores e nunca deixou de agir com lealdade no ambiente político.
Outro ponto destacado na nota é que, segundo Jonnata, em vida Jays de Nita costumava se apresentar como amiga e aliada do ex-vereador.
Para ele, a postura atual demonstra ingratidão. “Mal Adriano foi sepultado e já aparecem ataques à sua memória. Isso não é apenas ingratidão, é covardia”, afirmou.
Adriano Martins foi uma das figuras mais atuantes do Legislativo da cidade, tendo construído forte presença política em diversas comunidades do município. Sua trajetória e legado seguem sendo lembrados por aliados, eleitores e lideranças locais.
AO CANAL DO POVO, Jonnata disse que a parlamentar manteve contato telefônico, se desculpando. “Ela estava sorrindo quando pediu desculpas. Eu disse que tudo bem, é política. Mas só depois vi o que de fato ela disse e é impossível não repudiar tamanha covardia”, comentou.
Com a divulgação da nota de repúdio, o episódio deve continuar gerando desdobramentos nos bastidores da política de Bayeux nos próximos dias.
Leia a nota na íntegra:
NOTA DE REPÚDIO
Recebi com profunda indignação e revolta as declarações da presidente da Câmara Municipal de Bayeux, a vereadora Jays de Nita, ao citar de maneira desrespeitosa o nome do meu irmão, o saudoso vereador Adriano Martins.
Não falo apenas como agente político, mas como irmão. Como alguém que conviveu diariamente com Adriano, que conhece sua história, seu caráter e sua dedicação à cidade de Bayeux. Por isso, não posso me calar diante de uma fala tão leviana e profundamente ofensiva.
Ao dizer “Aqui não é Adriano Martins” e insinuar que apenas agora existe transparência na Câmara, a atual presidente não apenas distorce a história, mas ataca a memória de um homem público que já não pode se defender. É uma atitude que fere a honra de Adriano, desrespeita sua família e afronta todos aqueles que acompanharam sua trajetória de luta em defesa do povo de Bayeux.
Meu irmão foi um vereador aguerrido, firme em suas posições e combativo quando era preciso ser. Mas nunca foi desleal. Nunca foi desrespeitoso. Sempre tratou seus colegas parlamentares com lealdade, franqueza e respeito, inclusive aqueles que pensavam diferente dele. Essa era a sua forma de fazer política: de frente, com coragem e dignidade.
O que causa ainda mais revolta é lembrar que, em vida, Jays de Nita se apresentava como amiga de Adriano. Caminhou ao lado dele, recebeu apoio, diálogo e respeito. Mas bastou que Adriano partisse para que ela mostrasse sua verdadeira face. Mal esperou o sepultamento do meu irmão para colocar as garras de fora e tentar manchar a memória de quem tanto a ajudou na política.
Isso não é apenas ingratidão. É um gesto de covardia.
Quem ataca a memória de Adriano Martins dentro da Câmara demonstra não compreender o peso da instituição que ocupa. A Câmara de Bayeux não pode ser palco para desonrar quem ajudou a construir sua história. Atitudes como essa transformam a atual gestão da Casa em motivo de vergonha e divisão, colocando sua presidente em rota de confronto não apenas com a memória de um homem, mas com a própria história política da cidade.
Adriano Martins deixou um legado que nenhuma declaração irresponsável conseguirá apagar. Sua história está escrita no respeito do povo, no reconhecimento das comunidades e na lembrança de todos que testemunharam sua dedicação à cidade.
Como irmão, não aceitarei que sua memória seja atacada dessa forma. E como cidadão de Bayeux, também não aceitarei que a Câmara Municipal seja transformada em instrumento de desrespeito, ingratidão e perseguição política.
A memória de Adriano Martins merece respeito. Bayeux merece respeito.
Jonnata Martins



