O prefeito interino afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto, alvo da Operação Cítrico, divulgou nesta quinta-feira (16) um pronunciamento nas redes sociais no qual rebate suspeitas de irregularidades e afirma que sua gestão atuou para impedir a atuação de organizações criminosas dentro da administração municipal.
A declaração foi publicada em seu perfil no Instagram. No vídeo, o gestor afirmou respeitar o trabalho das forças de segurança e destacou que, desde que assumiu interinamente a prefeitura, adotou iniciativas voltadas ao enfrentamento de possíveis vínculos criminosos na estrutura do poder público municipal.
Projeto de lei antifacção
Durante o pronunciamento, Edvaldo Neto informou que encaminhou à Câmara Municipal de Cabedelo um projeto de lei antifacção. A proposta prevê impedir que pessoas com envolvimento em tráfico de drogas ou participação em organizações criminosas sejam contratadas pela administração municipal.
Segundo o gestor, o projeto já foi protocolado e está em tramitação no Legislativo.
“Desde o primeiro dia em que assumi interinamente a Prefeitura Municipal de Cabedelo, lutei incansavelmente contra as organizações criminosas que possam estar infiltradas na Prefeitura Municipal de Cabedelo”, afirmou.
Colaboração com investigações
Ainda no pronunciamento, o prefeito interino afastado afirmou que a gestão municipal encaminhou ofícios a órgãos competentes, colocando a prefeitura à disposição para colaborar com investigações relacionadas ao crime organizado.
Ele também relatou a realização de reuniões com representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário e das forças policiais para discutir medidas de enfrentamento às facções criminosas.
De acordo com Edvaldo Neto, os encontros contaram com a participação de integrantes da Polícia Civil da Paraíba e da Polícia Militar da Paraíba, além de membros do Ministério Público e do Judiciário.



