Ex-prefeito, professor é demitido por ver pornografia em sala de aula

O professor de matemática João Ricardo Fascinelli, que também é ex-prefeito da cidade de Motuca, no interior de São Paulo, foi demitido pela administração municipal após ser acusado de cometer uma série de crimes de cunho sexual em sala de aula. A informação foi confirmada no Diário Oficial de Motuca desta quarta-feira (6).

A demissão de Fascinelli ocorre pouco mais de um ano depois de um processo administrativo disciplinar ter sido instaurado contra ele, também relacionado às condutas consideradas “gravíssimas”.

As acusações contra o professor
Uso de celular para assistir vídeos pornográficos “dentro da sala de aula, na presença dos menores, enquanto os alunos realizavam as atividades”.
Importunação sexual contra alunas de 12 e 13 anos, com “olhar de desejo, malícia, olhando principalmente os seios e nádegas quando as alunas vão até sua mesa para correção de exercícios”;
Constrangimento aos alunos, decorrente das ações do docente.
No texto desta quarta-feira, sobre a demissão, são mencionados artigos do Código Penal sobre importunação sexual e olhares inadequados, desídia, incontinência de conduta e prevaricação.

Com a demissão, Fascinelli fica impedido de ocupar cargos públicos por cinco anos. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).

O Metrópoles tentou entrar em contato com o professor, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

João Ricardo Fascineli tem 50 anos. Ele foi prefeito de Motuca pelo PT entre 2016 e 2020, ano em que foi reeleito pelo PTB. Permaneceu no cargo até 2024.

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