A novela da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Conde caminha para um desfecho definitivo. Em entrevista concedida nesta quinta-feira ao Café com Caco Podcast, a prefeita Karla Pimentel detalhou os bastidores de um dos maiores desafios de sua gestão: a continuidade e conclusão de uma obra que se arrastava por mandatos anteriores, tendo sido iniciada na gestão de Tatiana Correia e e paralisada durante a administração de Márcia Lucena.
Desde o seu primeiro mandato, Karla assumiu a missão de destravar o projeto e retomar os trabalhos. Durante a entrevista, a gestora relembrou os complexos entraves burocráticos que precisou superar em Brasília, apresentou uma previsão concreta para a entrega do equipamento e defendeu que a unidade funcione de forma regionalizada para atender todo o Litoral Sul.
O Impasse Burocrático: De “Inacabada” a “Inexistente”
Karla Pimentel relembrou que, logo após retomar a obra com recursos próprios, a prefeitura deparou-se com um problema crítico junto ao Governo Federal. No sistema de monitoramento do Ministério da Saúde, a UPA de Conde havia sido reclassificada de “obra inacabada” para “UPA inexistente”. Legalmente, o município ficou impedido de aplicar dinheiro público no local e ainda recebeu uma cobrança de devolução imediata de R$ 4 milhões.
“O município não tem condições de devolver R$ 4 milhões. Fui pessoalmente à ministra da Saúde na época, Nísia Trindade, levando toda a documentação em papel para que ela olhasse a realidade e visse que a estrutura física estava lá”, explicou a prefeita.
Após a mobilização técnica da gestão e a constatação de que mais de 250 UPAs no país enfrentavam o mesmo problema de sistema, o Governo Federal liberou a repactuação. Com a articulação do deputado federal Hugo Motta, foi garantido um recurso de R$ 3 milhões para dar continuidade e suporte ao andamento dos trabalhos.
Previsão de Entrega da UPA de Conde
Com a obra em ritmo de execução e a situação financeira regularizada, a prefeita apresentou prazos objetivos para que a população finalmente possa contar com o serviço de saúde:
- Final deste ano: Expectativa de concluir toda a parte de infraestrutura e montagem física da unidade.
- Meados do próximo ano: Previsão para a instalação completa dos equipamentos médicos e a inauguração oficial com atendimento ao público.
Proposta de Regionalização para o Litoral Sul
O grande objetivo da gestão agora é garantir que a estrutura funcione com suporte macroregional. A prefeita argumenta que, pela localização estratégicalogo na entrada da cidade, a UPA possui capacidade para absorver demandas urgentes de municípios vizinhos que sofrem com a falta de equipamentos desse porte.
A intenção é abrir um canal de diálogo com o Governador do Estado e com os prefeitos da região para consolidar a regionalização da unidade. “Não tem como não ser regionalizada. Ela está na porta do município e vai acabar atendendo a demanda de Conde, Alhandra, Pitimbu, Mata Redonda, Caaporã e Pedra de Fogo. O Litoral Sul não possui hoje nenhum equipamento de saúde do Governo do Estado com essa finalidade. É uma discussão que vou levar ao governador Lucas Ribeiro”, pontuou Karla.
A consolidação desse modelo promete descentralizar a saúde do estado, desafogando os hospitais metropolitanos de João Pessoa e garantindo um atendimento de urgência e emergência muito mais rápido para os moradores do Litoral Sul paraibano.
Assista o episódio completo:



