O deputado estadual eleito Nilvan Ferreira (PL), o mais votado da Paraíba, acusou o PT de utilizar a estrutura pública para favorecer a campanha do presidente Lula. Durante participação nesta sexta-feira (16) no programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM e das emissoras FGTV e MRTV, o parlamentar afirmou ter recebido relatos sobre a suposta liberação de estudantes para participar de manifestações políticas.
Segundo Nilvan, as denúncias envolvem escolas estaduais de João Pessoa, Cabedelo e Santa Rita. Ele afirmou que pais de alunos o procuraram para relatar que estudantes estariam sendo liberados durante o horário de aula para participar de atos em apoio ao PT e que haveria ameaça de falta para quem não comparecesse.
“Tenho pais que me trouxeram esses relatos. Ou seja, a estrutura pública não pode estar a serviço nem da candidatura de Flávio nem da de Lula, muito menos ser colocada a serviço da candidatura do PT”, declarou o deputado, ao defender que os espaços e recursos públicos não sejam utilizados para beneficiar candidatos.
Nilvan também mencionou o Instituto Federal da Paraíba (IFPB). De acordo com ele, estudantes de institutos federais estariam sendo liberados no período da tarde para participar de passeatas em apoio a Lula. O parlamentar afirmou ainda que haveria camisas vermelhas disponíveis para os alunos, supostamente com o aval de dirigentes das instituições. As alegações não foram acompanhadas de documentos ou provas durante a entrevista.
O deputado estendeu as críticas à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e à Universidade Federal do Ceará (UFC), que, na avaliação dele, estariam funcionando como espaços de apoio político ao presidente. Nilvan também questionou a atuação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) diante das situações relatadas e cobrou providências para apurar possíveis irregularidades.
“Se o presidente fosse Bolsonaro e acontecesse algo assim, a Justiça Eleitoral já teria dado 500 mil canetadas nele”, afirmou. Nilvan comparou a situação à fiscalização enfrentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e acusou Lula de utilizar transmissões realizadas no Palácio do Planalto para fins eleitorais. As declarações são do parlamentar, e as denúncias sobre a participação de estudantes e o suposto uso da estrutura pública precisam ser verificadas pelas autoridades competentes.



