Campanha de Érika Von Sohsten aposta na mobilização de mulheres na reta final na Paraíba

A campanha de Érika Von Sohsten (PDT) chega à reta final das eleições com uma característica que foi se tornando cada vez mais presente ao longo das últimas semanas: a participação de mulheres e a discussão sobre violência, proteção, acolhimento e autonomia feminina.

O movimento não nasceu de uma única ação. Foi sendo construído durante a campanha, a partir de depoimentos, conversas, encontros, entrevistas e do projeto Vamos Debater, no qual Érika passou a ouvir diretamente histórias de mulheres e de outras pessoas que enfrentaram situações de violência, exclusão e vulnerabilidade.

Para Érika, o que começou como uma pauta importante de sua candidatura ganhou outra dimensão quando as próprias mulheres começaram a contar suas histórias.

“Eu sabia que a violência contra a mulher era um problema enorme. O que eu não imaginava era quantas mulheres estavam em silêncio, carregando histórias que muitas vezes nunca tinham conseguido contar. A cada mulher que fala, outra percebe que também pode falar.”

Nos últimos dias, a candidata intensificou publicamente o debate sobre a distância entre a legislação existente e a proteção efetivamente encontrada pela mulher quando decide procurar ajuda. Em entrevista no Sertão paraibano, Érika defendeu estrutura de acolhimento, proteção imediata e suporte psicológico para vítimas.

A campanha interpreta essa sucessão de manifestações como o despertar de uma força feminina que estava dispersa.
“Talvez o que estivesse adormecido não fosse a força dessas mulheres. Elas sempre foram fortes. O que faltava era perceber que existem milhares de outras vivendo batalhas parecidas. Quando uma encontra a outra, deixa de ser uma história individual.”

É justamente essa ideia que passa a orientar a comunicação da candidatura nesta reta final. Érika pretende concentrar parte de suas manifestações nas próximas semanas em propostas e discussões relacionadas à proteção das mulheres, acolhimento das vítimas e funcionamento efetivo das políticas públicas.

A candidata também vem relatando ter recebido manifestações de mulheres durante a campanha sobre situações de violência e trauma. A questão ganhou repercussão após entrevistas concedidas por ela durante sua passagem pelo Sertão.

“Eu não quero que nenhuma mulher termine essa campanha achando que precisa continuar enfrentando tudo sozinha. Independentemente do resultado da eleição, essas histórias chegaram até mim. E depois que você escuta, não pode simplesmente fingir que não ouviu.”

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