Na manhã deste domingo, o advogado popular e pré-candidato a deputado federal pela Paraíba, Saulo Dantas, participou de uma entrevista ao vivo no programa Brasil ao Vivo, da TV Resistência, conduzida pelos jornalistas Gilbert Martins e Marconi Burum. Durante a sabatina, o pré-candidato defendeu uma proposta inovadora de inclusão socioeconômica: a ampliação do direito de cultivo da cannabis medicinal para a agricultura familiar, assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e quilombolas.
Atualmente, algumas associações sem fins lucrativos já possuem autorização judicial para o plantio e manejo da planta em suas sedes para fins terapêuticos. No entanto, o objetivo de Saulo Dantas é descentralizar essa produção, transformando o pequeno produtor rural em um elo estratégico da cadeia de saúde.
“Nós já temos autorização para plantar na sede. Mas agora nós queremos ampliar e fazer com que os agricultores, os camponeses, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária possam plantar essa planta”, afirmou Dantas.
O Modelo de Negócio Inspirado no Maranhão
Para ilustrar a viabilidade econômica do projeto, o pré-candidato fez um paralelo com a indústria de bebidas no Nordeste. Ele citou o exemplo de produtores locais que cultivam e vendem mandioca (macaxeira) diretamente para grandes cervejarias.
Segundo Dantas, o mercado da saúde pode absorver a produção familiar de forma semelhante e ainda mais vantajosa:
- Parceria Direta: Os agricultores cultivariam a planta e venderiam as flores frutificadas para laboratórios e associações de acolhimento.
- Alta Rotatividade: A cultura da cannabis possibilita até três colheitas por ano.
- Sustentabilidade Econômica: O modelo cria um ciclo contínuo de emprego e renda para o setor que mais gera postos de trabalho no país.
Foco na Dignidade Humana
Mais do que debater os retornos financeiros ou a flexibilização da legislação, Saulo Dantas direcionou o cerne de sua fala para o impacto social na vida das famílias vulneráveis. Para o advogado, a inserção dos pequenos produtores na cadeia da cannabis medicinal é uma ferramenta de emancipação.
O encerramento de sua fala na TV Resistência deixou claro que o principal indicador de sucesso dessa proposta não se mede apenas em números, mas na transformação social:
“Por que não agora eles plantarem maconha para vender para os laboratórios e fazer remédio? E gerar renda três vezes ao ano. E gerando renda, gera emprego, qualidade de vida e, principalmente, para finalizar: dignidade”, concluiu o pré-candidato.
A proposta de Dantas surge em um momento de intenso debate nacional sobre a regulamentação do cultivo de cannabis para fins medicinais e industriais no Brasil, posicionando a Paraíba no centro da discussão sobre o potencial terapêutico e social da planta.



