Instalações petrolíferas do Kuwait foram atacadas por drones na madrugada desta sexta-feira (10). Ormuz continua sob o controle do Irã, que diz ter colocado minas em partes das águas do Estreito. Israel continua atacando o Líbano e diz que o país nunca fez parte do acordo de cessar-fogo com o Irã, que já respondeu: ou o Líbano entra no acordo, ou não tem acordo.
Em Islamabad, capital do Paquistão, sob forte esquema de segurança, autoridades chegam para negociar um acordo de paz — negociação que começa neste sábado. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, é a primeira reunião presencial entre americanos e iranianos.
O vice-presidente americano, JD Vance, chefia a delegação enviada por Washington; por parte do Irã, participam o chanceler Abbas Araghachi e o chefe do Parlamento, Mohamad Ghalibaf.
As negociações devem ser muito difíceis. Muitos pontos estão em aberto, como a abertura do Estreito de Ormuz, já que Teerã quer manter o controle sobre a região e os Estados Unidos, países do Golfo e a Europa são contra.
Outro ponto é o alívio das sanções econômicas impostas ao Irã: os Estados Unidos aceitam retirá-las, mas querem restrições e, também, a retirada dos 400 quilos de urânio altamente enriquecido pelo Irã, além da limitação ao programa de mísseis e ao apoio a grupos aliados armados, como o Hezbollah e os houthis. O Irã rejeita essas cláusulas.
Enquanto isso, o território libanês continua sendo bombardeado. Apesar de o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, dizer que aceita discutir condições para terminar os ataques no Líbano, Israel vai continuar bombardeando o país mesmo durante as possíveis negociações. Já são mais de 2 mil mortos no país, milhares de feridos e pelo menos um milhão de deslocados no Líbano.



