O senador eleito pela Paraíba e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, criticou nesta segunda-feira (19) a postura do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), diante da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para o socialista, a ausência de um posicionamento público representa um equívoco para quem pretende exercer papel de liderança política.
Azevêdo afirmou que cada político deve assumir suas próprias escolhas e torná-las públicas, sem se esquivar do debate eleitoral. “Eu acho que quem é político e quem pretende ser líder não pode ficar em cima do muro”, declarou durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM.
O presidente estadual do PSB disse que não costuma avaliar a posição de terceiros, mas defendeu que lideranças políticas expressem suas preferências, mesmo diante de possíveis consequências eleitorais. “Você tem um conjunto de pessoas que lhe respeitam, que lhe seguem administrativamente e politicamente, e você não dá a sua opinião? Eu não concordo, eu não faço isso”, afirmou.
A declaração ocorre em meio às conversas sobre uma possível adesão de Leo Bezerra à campanha de Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro. No dia último dia 14, o prefeito cobrou diálogo do presidente e afirmou que não havia recebido contato durante a primeira etapa da disputa. Antes disso, em 12 de outubro, Leo havia se reunido com a presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada Cida Ramos, para discutir uma possível aproximação com a campanha petista.
João Azevêdo reforçou que sempre declarou publicamente seus votos, apesar dos alertas de que isso poderia provocar desgaste político. “Muita gente diz: ‘Ah, não declara o voto não, pode trazer prejuízo político, pode isso, pode aquilo’. Isso não existe, isso não existe. Então, eu acho que é um equívoco não declarar o seu posicionamento, eu não faria isso”, concluiu. No primeiro turno, Lula obteve 61,31% dos votos válidos na Paraíba, contra 33,07% de Flávio Bolsonaro. Em João Pessoa, a disputa foi mais apertada: o petista alcançou 46,50%, ante 45,67% do adversário.



