Lídia Moura propõe criar o Empreender Mulher Nacional a partir da experiência da Paraíba

A experiência do Empreender Mulher da Paraíba, linha de crédito destinada exclusivamente a mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, é a inspiração para uma das principais propostas de Lídia Moura como candidata a deputada federal: a criação do Empreender Mulher Nacional.

Durante a gestão de Lídia à frente da Secretaria de Estado das Mulheres e da Diversidade Humana, foram liberados mais de R$ 9 milhões em crédito por meio da iniciativa, incentivando a geração de ocupação, renda e autonomia para mulheres paraibanas.

“Na Paraíba, mostramos que oferecer crédito e oportunidades também é uma forma de proteger vidas. Muitas mulheres precisam de renda própria para romper uma relação violenta, sustentar seus filhos e recomeçar. Quero levar essa experiência para todo o Brasil”, afirmou Lídia Moura.

A linha paraibana atende pessoas físicas e mantém inscrições abertas de maneira contínua, garantindo urgência e prioridade na análise das solicitações. Os financiamentos variam entre R$ 1.500 e R$ 15 mil, com taxa de juros de 0,5% ao mês, carência de dez meses e pagamento em até 40 parcelas mensais fixas.

O objetivo da proposta nacional é adotar condições acessíveis e atendimento prioritário para mulheres que necessitem iniciar ou fortalecer uma atividade econômica. Além do crédito, Lídia defende que o programa ofereça formação profissional, orientação para gestão dos negócios e acompanhamento das beneficiárias.

“O recurso pode representar a compra de uma máquina de costura, equipamentos para produzir alimentos, materiais para o artesanato ou a estrutura necessária para começar uma prestação de serviço. É uma oportunidade concreta para que a mulher transforme seu conhecimento e sua capacidade de trabalho em renda”, destacou.

Autonomia econômica como proteção

Para Lídia, a dependência financeira é um dos principais obstáculos enfrentados por mulheres que tentam romper o ciclo da violência. Por isso, a autonomia econômica precisa integrar permanentemente as políticas de prevenção, acolhimento e proteção.

O Empreender Mulher Nacional deverá priorizar mulheres em situação de violência e vulnerabilidade, considerando também as desigualdades enfrentadas por mulheres negras, indígenas, quilombolas, rurais, periféricas, com deficiência e LGBTQIAPNb+.

A proposta faz parte de uma agenda mais ampla de trabalho digno e proteção social, que prevê a ampliação da qualificação profissional, o apoio às cooperativas e redes de economia solidária, a inserção e reinserção no mercado de trabalho e o incentivo à igualdade salarial. Lídia também defende a ampliação das creches e dos serviços públicos de cuidado, para que as responsabilidades familiares não impeçam as mulheres de trabalhar, estudar, empreender ou participar da vida pública.

“Não existe liberdade plena quando uma mulher não tem renda ou depende economicamente de quem a violenta. Com o Empreender Mulher Nacional, queremos fazer da autonomia econômica um direito e oferecer condições reais para que milhares de brasileiras possam reconstruir suas vidas com segurança e dignidade”, concluiu Lídia Moura.

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