O partido de direita Alternativa para a Alemanha, conhecido pela sigla AfD, registrou uma votação histórica nas eleições do estado da Saxônia-Anhalt neste domingo (6). Pesquisas de boca de urna divulgadas por emissoras do país apontam que a legenda alcançou 44% da preferência.
A União Democrata-Cristã, partido do chanceler Friedrich Merz, garantiu 17,8% dos votos. O atual resultado exibe uma retração de 19,3 pontos percentuais em comparação ao ano de 2021. O estado da Saxônia-Anhalt é governado pela mesma sigla desde 2002, hoje sob gestão de Sven Schulze.
O candidato da AfD para o governo estadual, Ulrich Siegmund, ganhou grande evidência nesta disputa. Ele obteve projeção inicial por meio das redes sociais e propõe alterações na segurança e na educação, incluindo modificações no currículo escolar e também as patrulhas cidadãs.
— Os eleitores enviaram um recado claro contra a atual condução política do país e o nosso partido fez história, pois o chefe do governo federal funcionou como um excelente cabo eleitoral nesta disputa — declarou Ulrich Siegmund.
Apesar de a legenda registrar seu maior desempenho histórico, a contagem demonstra que a sigla ficou um pouco abaixo do objetivo de 45% traçado por Siegmund. Com isso, o partido pode não conquistar a maioria absoluta das cadeiras na assembleia local para governar de forma autônoma.
Caso confirme a vitória, será a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido da direita assumiria a gestão de um dos 16 estados que compõe a república alemã.
A Esquerda, o Partido Social-Democrata e Os Verdes garantiram acesso ao Parlamento estadual. A legenda BSW deve bater a marca de 5% para conseguir representação legislativa. O comparecimento de eleitores nessa região atingiu o percentual recorde de 76,5% no pleito.
Caso os partidos de menor porte fiquem abaixo da cláusula de barreira, a redistribuição de assentos poderá favorecer a sigla AfD. As demais agremiações recusaram formar alianças com a direita, o que pode forçar a criação de um bloco amplo contra o partido ou um governo de minoria.



