Marido é condenado por morte da cantora gospel Sara Mariano na Bahia

O marido da cantora gospel Sara de Freitas Sousa Mariano foi condenado pela morte da mulher, ocorrida em 24 de outubro de 2023 na Bahia. Outros dois homens também foram sentenciados pelo mesmo crime.

O que aconteceu

Os três réus foram condenados por feminicídio ontem à noite no Tribunal do Júri de Dias D’Ávila. O crime teve três qualificadoras: motivo torpe — mediante pagamento e promessa de recompensa —, cometido com emprego de meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ederlan Santos Mariano, marido da cantora, recebeu a pena de 34 anos e cinco meses de prisão em regime fechado. Ele foi apontado como o mandante do assassinato e condenado por feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Os outros dois réus, Victor Gabriel Oliveira Neves e Weslen Pablo Correia de Jesus, foram condenados pelos mesmos crimes. Oliveira Neves teve a pena fixada em 33 anos e dois meses. Já Correia de Jesus recebeu uma pena de 28 anos e seis meses por ter confessado participação no crime.

Relembre o caso

Sara Mariano desapareceu em outubro de 2023 após ir para um evento em uma igreja evangélica. Ela tinha mais de 60 mil seguidores em suas redes sociais, onde compartilhava participações em cultos, vídeos cantando e fotos pessoais.

Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia, Sara foi atraída sob o falso pretexto de participar de um evento religioso. Um motorista buscou a cantora gospel em casa. Ela chegou a gravar alguns vídeos registrando a ida, inclusive passando por pedágios.

Na mesma semana do desaparecimento de Sara, o marido da cantora disse que reconheceu um corpo carbonizado em uma estrada como sendo da companheira. O momento foi registrado em transmissão ao vivo em rede social.

Em seguida, a Polícia Civil disse que Ederlan Santos Mariano confessou ter matado a esposa. O Tribunal de Justiça, então, decretou a prisão temporária dele para seguir com as investigações.

A investigação apontou que a cantora gospel foi assassinada com 22 golpes de faca. De acordo com o Ministério Público da Bahia, o corpo foi queimado e ocultado posteriormente, em uma tentativa de dificultar a elucidação do crime.

O caso já havia resultado anteriormente na condenação de um quarto denunciado. Em 16 de abril de 2025, o Tribunal do Júri condenou Gideão Duarte de Lima a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Segundo a acusação, ele foi responsável por atrair a vítima até o local onde ocorreu a emboscada.

spot_img
FONTE:UOL
LEIA MAIS
spot_img
LEIA MAIS
spot_img