Pesquisas apontam avanço da direita na disputa pelo Senado

A dez dias do primeiro turno, levantamentos sobre a disputa pelo Senado indicam vantagem de candidatos de direita em diferentes estados. A eleição de 4 de outubro vai renovar 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do total.

Entre os nomes associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, 25 aparecem em posições competitivas nas pesquisas analisadas pelo Pleno.News. Em Santa Catarina, por exemplo, Carol De Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) estão entre os candidatos mais bem colocados.

O cenário também apresenta disputas apertadas. Em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) aparece na liderança em levantamento recente, mas há empate técnico entre nomes que disputam as duas vagas. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) aparece à frente, enquanto Leila do Vôlei (PDT) está entre as concorrentes pela outra cadeira.

No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) aparece à frente de Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), que ocupam as posições seguintes no levantamento da Quaest publicado nesta quarta-feira (23). Já em Goiás, Gustavo Gayer (PL) figura entre os candidatos mais bem posicionados para uma das duas vagas.

No Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) também aparece em posição competitiva. A situação, porém, mudou durante a campanha: o TSE formou maioria para manter suspensas suas atividades eleitorais, enquanto a candidatura ainda aguarda decisão definitiva.

Uma projeção publicada pelo Congresso em Foco estima que partidos de direita e centro-direita poderiam chegar a 40 das 81 cadeiras em 2027, considerando os senadores que permanecem no cargo e os nomes atualmente competitivos nas pesquisas. A maioria absoluta exige 41 votos.

A direita busca ter maioria no Senado para diversas razões, sendo a principal dela impedir a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) como presidente da Casa e assim conseguir passar os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

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