PT da Paraíba deve apoiar chapa com Lucas Ribeiro ao governo e Nabor e João ao Senado

A imprensa nacional destacou nesta quinta-feira (9) a tendência de o Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba apoiar a chapa liderada pelo governador Lucas Ribeiro (PP) nas eleições de 2026, com Nabor Wanderley (Republicanos) e o ex-governador João Azevêdo (PSB) como candidatos ao Senado.

A informação foi confirmada à imprensa por veículos como Carta Capital e Jornal de Brasília pela presidente estadual do PT, deputada Cida Ramos. Segundo ela, a decisão será formalizada em reunião do diretório estadual do partido marcada para este sábado (11), às 10h.

“Essa é a tendência. O objetivo é ampliar a votação do presidente Lula na Paraíba, que hoje já tem cerca de 62% dos votos válidos no estado, além de fortalecer as bancadas estadual e federal do partido”, afirmou Cida Ramos.

Na quarta-feira (8), a dirigente petista esteve em Brasília, onde se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), tio do governador Lucas Ribeiro, para tratar da construção da aliança.

Como parte das negociações, o PT deve pleitear a vaga de vice na chapa majoritária, além de apresentar uma carta de compromissos ao candidato ao governo.

A possível aliança também aproxima o partido da candidatura de Nabor Wanderley ao Senado. Pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), Nabor renunciou à Prefeitura de Patos, no Sertão, para disputar uma das duas vagas ao Senado em jogo na eleição de 2026. A outra candidatura do grupo é a do ex-governador João Azevêdo.

Cida Ramos, no entanto, evitou confirmar oficialmente o apoio do PT aos dois nomes para o Senado, afirmando que a posição final será discutida pelo diretório estadual.

“No sábado vamos tirar todos os indicativos. Fizemos reuniões em vários municípios para ouvir a militância”, explicou.

Caso se confirme, o apoio do PT à chapa de Lucas Ribeiro garantirá tempo de propaganda eleitoral na televisão para o grupo político e também impedirá adversários de utilizarem a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas.

Nos bastidores, integrantes do PT avaliam que Lula teria dificuldade em negar apoio à candidatura de Nabor Wanderley, diante da importância da relação institucional com o presidente da Câmara, Hugo Motta, em Brasília.

Como revelou a Folha de S.Paulo em dezembro, divergências na política nacional chegaram a gerar tensão entre Motta e o governo Lula, o que repercutiu internamente no PT da Paraíba e dificultava o alinhamento em torno da candidatura do pai do parlamentar.

À época, o partido estava dividido entre apoiar Lucas Ribeiro ou o então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB). Também havia críticas a Hugo Motta por sua atuação em temas no Congresso, como a chamada PEC da Blindagem e a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto antifacção.

Desde então, Hugo Motta intensificou o diálogo com o governo federal e passou a marcar presença com mais frequência em eventos e agendas no Palácio do Planalto.

Segundo Cida Ramos, o pleito do PT por espaço na chapa majoritária não está condicionado ao apoio ao governador.

“O PT tem quadros, tem expertise política e de gestão e possui tamanho eleitoral para reivindicar esse espaço”, afirmou.

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