Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos por 20 anos, mas exige que Lula apresente dados sobre Lulinha, assessores e cartão corporativo

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou nesta terça-feira (21) uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na qual afirma aceitar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. A proposta, no entanto, está condicionada à adoção de medidas semelhantes pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, incluindo a divulgação de informações sobre familiares, assessores e empresas relacionadas ao petista.

A manifestação foi apresentada em resposta à iniciativa de Lula, que havia protocolado no TSE, na segunda-feira (20), um documento autorizando a abertura de seus sigilos e dos familiares nos últimos oito anos, desde que Flávio também aceitasse a medida. A defesa do senador classificou a proposta do presidente como uma “promessa vazia” e uma “quebra para inglês ver”, argumentando que a apuração deveria alcançar também terceiros e empresas ligadas aos envolvidos. “Quem não deve, não recorta”, afirmou Flávio na petição.

Entre as exigências apresentadas pela campanha do senador estão a abertura de sigilos de assessores próximos de Lula, empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo negócios do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e informações relacionadas ao Instituto Lula. O documento também menciona registros de visitantes do Palácio do Planalto e encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro, além de dados sobre relações com a lobista Roberta Luchsinger, viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira e gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023.

Flávio pediu que o TSE intime Lula a informar se aceita as condições apresentadas e que, em caso de recusa, isso seja registrado no processo. Na mesma petição, o senador negou ser sócio, administrador ou beneficiário da Alcazar Holdings, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, afirmando não ter acesso aos dados bancários e fiscais da companhia. Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), um sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo sua relação com Tomaz e outro sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A defesa do senador nega irregularidades.

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FONTE:Fonte83
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