PL discute apoio a Hugo Motta na Câmara e prepara candidatura de Marinho ao Senado

O PL chega às articulações pelo comando do Congresso com estratégias distintas: negocia apoio à reeleição do paraibano Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara e prepara o lançamento de Rogério Marinho (PL-RN) para enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado. As duas disputas, previstas para fevereiro de 2027, provocam divergências internas sobre o equilíbrio entre oposição ao governo Lula e participação nos espaços de poder.

A bancada do partido se reúne nesta terça-feira (3), às 18h, para discutir a eleição da Câmara. Com 121 deputados na próxima legislatura, o PL teme perder cargos na Mesa Diretora e o comando de comissões estratégicas caso fique fora do bloco de Motta. A ala ligada ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, defende o acordo, enquanto outros parlamentares resistem pela proximidade do atual presidente da Casa com Lula durante a campanha.

O deputado Zé Trovão (PL-SC) ameaçou lançar candidatura própria se o partido apoiar Motta. O paraibano já reúne apoio de 15 partidos, incluindo o PT, que sinaliza resistência à entrada dos liberais no mesmo bloco.

No Senado, o PL deve anunciar a candidatura de Marinho nesta quarta-feira (4). A legenda terá 28 senadores a partir de 2027, mas precisará buscar votos em outros partidos para alcançar os 41 necessários à vitória. A maioria da bancada defende a disputa, apesar das tentativas de aproximação de Alcolumbre.

A resistência interna também passa pela distribuição de cargos. Parte dos senadores teme que uma candidatura sem apoio suficiente prejudique as negociações por comissões. Marinho disputou a presidência em 2023 e perdeu para Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Agora, o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) o apresenta como o nome com “mais força e votos” dentro do grupo.

Alcolumbre conta com o apoio da federação União Brasil-PP e tenta atrair parlamentares da oposição. Já Tereza Cristina (PP-MS) mantém o interesse em concorrer e afirma que deseja se tornar a primeira mulher a presidir o Senado, acrescentando outro nome às negociações pelo comando da Casa.

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