A primeira-dama Janja da Silva participou presencialmente, nesta terça-feira (3), da abertura de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) que debate a regulamentação e a possível proibição das plataformas de apostas online, conhecidas como bets. Antes do início da discussão, ela se reuniu com o ministro Luiz Fux, relator de ações relacionadas ao tema, e entregou o estudo “Mulheres e Bets: o custo das apostas online para as brasileiras e suas famílias”, desenvolvido pelo Estúdio Clarice.
Apresentado como um levantamento inédito no país sobre o impacto das apostas online na vida das mulheres, o estudo aponta que 67% das entrevistadas afirmam que as bets estão acabando com as famílias brasileiras. A pesquisa também indica que quatro em cada dez mulheres jogam ou já jogaram em plataformas de apostas. Segundo o Estúdio Clarice, para parte delas, os jogos apareceram inicialmente como uma possibilidade de complementar a renda e ajudar no pagamento de despesas domésticas, como contas de energia, alimentação e mensalidades escolares.
Em publicação nas redes sociais, Janja afirmou que o vício em apostas online representa um problema de saúde pública que ultrapassa a vida de quem aposta e afeta toda a família, especialmente as mulheres. A primeira-dama defendeu que as plataformas não voltem a operar e declarou que a proibição seria uma forma de proteger a saúde, a renda e a dignidade das famílias brasileiras. O documento foi entregue ao ministro Fux ao lado de Mariana Ribeiro e Paula Lavigne.
A audiência pública reúne especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os efeitos das apostas online e os questionamentos apresentados ao STF sobre o tema. Ao divulgar o encontro, Janja afirmou que continuará mobilizada contra a expansão das bets no país. A discussão ocorre em meio ao debate jurídico sobre os limites da atuação dessas plataformas e os possíveis impactos sociais e econômicos das apostas.


