A Prefeitura de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, solicitou nesta quinta-feira (5) o afastamento cautelar do médico preso em flagrante após denúncias de abuso sexual durante atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A gestão também cobrou da empresa responsável pela contratação a substituição do profissional, enquanto as investigações seguem em andamento.
A prisão ocorreu na quarta-feira (4), depois que uma paciente de 20 anos denunciou conduta sexual inadequada durante uma consulta. Uma segunda mulher, de 44 anos, também procurou a Polícia Civil e relatou situações semelhantes em atendimento anterior na mesma unidade.
De acordo com a investigação, o médico teria utilizado procedimentos clínicos como justificativa para realizar toques íntimos sem finalidade médica, além de fazer perguntas de cunho sexual. Funcionários da UBS também relataram comportamentos inadequados e situações de constrangimento atribuídas ao profissional.
Em depoimento, o médico afirmou que os contatos tiveram finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial. A Polícia Civil solicitou exames ao Instituto de Polícia Científica (IPC), por meio do NUMOL, e requisitou imagens do sistema de monitoramento da unidade para auxiliar na apuração.
Além da investigação policial, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) abriu sindicância para apurar possíveis infrações éticas. A Prefeitura informou que está oferecendo acolhimento às pacientes e colaborando com as autoridades, com preservação da identidade das denunciantes.


